Acusado de matar estudante é preso no interior de SP
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de abril de 1997
Osmani Costa 
Arquivo particularQueiroz: foragido desde maio de 96O guarda noturno aposentado João Bianor de Queiroz, 72 anos, será apresentado à imprensa pela Polícia Civil (PC) de Londrina na manhã de hoje. Ele é acusado de ter assassinado com dois tiros de revólver o estudante Everson Domingues da Silva, 14 anos, no dia 7 de maio do ano passado. Ele foi preso anteontem pela Polícia Civil de Nova Odessa, a 15 km de Campinas, no interior de São Paulo.
A prisão foi realizada a pedido da Polícia de Londrina, que descobriu o endereço do fugitivo através de investigação no cadastro de pagamento dos benifícios da Previdência Social. Foragido de Londrina desde o dia do assassinato, João Bianor de Queiroz estava morando na casa de um irmão e não ofereceu resistência à prisão, segundo o investigador Joel Batista, da Polícia Civil de Nova Odessa, que coordenou a operação.
Uma equipe da PC de Londrina viajou ontem ao interior de São Paulo, chefiada pelo delegado do 4º Distrito, Jurandir Gonçalves André, para trazer João Bianor de Queiroz de volta à Cidade, onde aguardará julgamento em prisão provisória. O mandado de prisão temporária havia sido expedido no ano passado, com base no depoimento de várias testemunhas do crime e logo após a fuga do aposentado, que era naquela época também o presidente da associação dos moradores do jardim Nossa Senhora da Paz (zona oeste de Londrina).
Everson da Silva era filho de Cícero Domingos da Silva e Edna Maria Tassi, casal divorciado há mais de 15 anos. Irene Alves Guimarães, que vive com Cícero há cerca de 14 anos, foi a madrasta que criou Everson. Segundo ela, a família recebe com alívio a notícia da prisão de João Bianor de Queiroz. Demorou muito, quase um ano, mas ainda bem que a polícia conseguiu descobrir e prender o assassino de nosso filho. Tínhamos muito medo de que este crime terrível fosse ficar impune, insolúvel como muitos outros na história de Londrina, comenta Irene Guimarães.
De acordo com ela, Cícero da Silva, que é funcionário em um frigorífico, ontem foi trabalhar menos triste. Não dá para falar que ficamos felizes, porque a prisão do assassino não vai trazer o Everson de volta para nós. Mas o pai dele, eu e toda a nossa família ficamos muito emocionados com esta prisão, e com a perspectiva de que afinal se faça justiça, explica a madrasta. A gente não aguentava mais esta agonia de não ter o Everson e saber que o assassino dele estava solto pelas ruas da alguma cidade, podendo matar outra criança a qualquer momento, até por um motivo bobo (ver matéria ao lado) como aconteceu aqui no ano passado.


