Acusado de matar esposa vai a julgamento
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quarta-feira, 22 de agosto de 2001
Edna Mendes<BR>De Londrina 
O publicitário Marcos Antônio Germano de Souza, acusado de ter matado sua mulher Rosiani Gonçalves da Silva, em novembro de 1994, será julgado hoje a partir das 13h30, no Tribunal do Júri de Londrina. Apesar da acusação, Souza nunca esteve preso porque sempre alegou que Rosiani se suicidou. Ela foi a segunda mulher do publicitário que morreu em circunstâncias duvidosas.
Rosiani foi encontrada morta no banheiro do apartamento do casal, na Rua Goiás, no centro da cidade. No corpo havia marcas de que a mulher tinha sido morta por asfixia. O primeiro laudo, do Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina, apontou que Rosiani morreu por enforcamento. Desconfiada dessa versão, a família dela solicitou novo exame, em Curitiba, que comprovou morte por estrangulamento.
O promotor Roberto Tonon Junior, que vai atuar na acusação do publicitário, disse que no processo há vários indícios e provas de que Rosiani não poderia ter se matado. Ele adiantou que vai trabalhar com a tese de homicídio duplamente qualificado e fraude processual. Se for condenado, o publicitário pode pegar de 12 a 24 anos de prisão. Durante a reconstituição do crime a hipótese de homicídio foi reforçada.
O advogado que defende o publicitário, Aparecido Medeiros dos Santos, disse que os laudos sobre a morte de Rosiani são confusos e que por isso ele vai pediar a desclassificação da tese de homicídio para suicídio. ''Não existem provas concretas que possam incriminar meu cliente'', disse.
Recentemente a mãe da vítima, Leonice Gonçalves da Silva, disse à Folha que a filha não teria motivos para se matar e que no dia do susposto homicídio ela não aparentava nervosismo ou algo que justificasse uma atitude drástica.
Rosiane era a terceira mulher do publicitário. A primeira teria se matado com um tiro na cabeça. O processo sobre o caso está arquivado. A segunda mulher separou-se dele pouco tempo depois do casamento.


