O vendedor ambulante Francisco Camargo Carmona, de 22 anos, acusado de ter matado o enteado Leonardo Henrique dos Santos, de um ano e sete meses, em novembro de 96, vai a júri popular na quinta-feira. O menino morreu em consequência de traumatismo craniano, resultado de espancamentos. Ele ficou internado, em coma, no Hospital Infantil durante 12 dias. O crime aconteceu nas dependências do Hotel Stand, na Rua Pernambuco (região central de Londrina), onde Carmona e a mãe de Leonardo, Erlaine Cristina de Paula, 19 anos, moravam.
Carmona continua negando ter espancado o enteado. Ele acusa a vizinha de quarto, Elza de Lima, 41 anos, mais conhecida pelo nome de Raquel, pelo crime. Na versão do vendedor, ela teria aproveitado sua saída do quarto para entrar e espancar Leonardo. Moradores do hotel e a ex-babá de Leonardo apresentaram versões diferentes. Afirmaram à polícia que Carmona espancava o enteado com frequência.
Na madrugada em que aconteceu o crime, os moradores ouviram barulho e o choro desesperado da criança. Nos depoimentos, disseram ter chamado pelo vendedor para saber o que estava acontecendo, mas Carmona teria respondido que estava tudo bem. Foi o vendedor que levou Leonardo até o hospital.
Ontem o Tribunal de Júri julgou João Souto de Camargo, acusado de tentativa de homicídio contra Valdecir Aparecido Soares de Oliveira, conhecido como Jaguaritica, fugitivo da polícia. O crime aconteceu em 86. Jaguiatirica fechou o carro de André Scaff, onde estava também João Camargo. Pouco depois, Scaff reconheceu o carro parado em frente a um bar na rua Humaitá (região central) e decidiu pedir satisfação ao motorista (Jaguatirica).
Recebido à bala, André revidou, acabando por acertar Jaguatirica na perna. Jaguatirica fugiu e trocou tiros com João Camargo que estava do lado de fora do bar. O Júri decidiu pela desqualificação do crime de tentativa de homicídio para ‘‘exposição a perigo de vida’’, sujeito a pena de três meses a um ano de prisão. Mas João Camargo não vai ficar preso porque o crime já prescreveu - este tipo de crime tem de ser levado a julgamento em quatro anos.
Hoje o Tribunal de Júri decide o caso de Eurico Reginaldo de Oliveira, que matou a estocadas o companheiro de cela Reginaldo Pereira. Na quarta-feira não haverá julgamentos. Na sexta-feira João Ricardo de Alcântara responde pelo homicídio de João Ricardo Alcântara.

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