O advogado João Batista Valim, acusado de ser o mandante do assassinato do escrivão João Lazarino de Oliveira, será julgado hoje, a partir das 8 horas, no Fórum de Ubiratã (96 km a sudoeste de Campo Mourão). O crime ocorreu em outubro de 1995. O escrivão foi morto dentro de casa, com três tiros na cabeça, pouco depois de chegar do enterro da mãe dele. O acusado de ter dado os tiros, Mauro dos Santos Oliveira, o ‘‘Maurinho’’, 59 anos, foi condenado a 18 anos de prisão. Outros dois acusados de envolvimento estão foragidos.
Valim chegou a ser preso em fevereiro de 1996, acusado de estar ‘‘tumultuando o processo’’, mas foi solto pouco depois. Atualmente ele atua como advogado em Curitiba. O assassinato do escrivão, que trabalhava no Fórum de Ubiratã, teve grande repercussão na época. É que a polícia descobriu que ele foi morto porque desistiu de participar de um sequestro contra o dono de um posto de combustíveis da cidade.
A prisão do assaltante Iremar Magro, ocorrida anteontem em Ubiratã, deu à polícia uma nova acusação contra Valim. Iremar, que é genro de ‘‘Maurinho’’, confessou espontaneamente à delegada, na frente da promotora e de vários policiais militares, que Valim foi o mandante de uma assalto que ele praticou, há quatro anos, na fazenda de Arno Rame, nas proximidades da ponte sobre o Rio Piquiri, às margens da BR-369, em Corbélia.

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