Acusado de invadir barracos é assassinado
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quinta-feira, 26 de junho de 2003
Renê Muller<br> Reportagem Local 
O carregador Leandro Borges de Oliveira, 27 anos, foi morto na manhã de ontem em uma casa localizada na invasão do Jardim Marieta (zona norte de Londrina). Ele recebeu sete tiros, que atingiram suas costas e cabeça, enquanto dormia. Oliveira, também conhecido pelos apelidos de ''Fio'' e ''Simon'', foi a 113 vítima de homicídio na cidade em 2003. Segundo o delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial de Londrina (SDP), Jorge Barbosa, Oliveira teria invadido o barraco onde foi morto. ''Ele expulsou os moradores do barraco e ainda mandou-os fazer café'', disse.
Moradores chegaram a aplaudir o trabalho dos funcionários do Instituto Médico-Legal (IML), durante o transporte do corpo ao camburão. A ficha criminal de Oliveira tem seu primeiro registro em 1995, por furto. Como última passagem, está uma fuga da Colônia Penal Agrícola, na Região Metropolitana de Curitiba, em 5 de outubro de 2001. Segundo o delegado, ele era um dos suspeitos de incendiar barracos e apavorar a população do Jardim São Jorge (zona norte), e já estava sendo procurado pela polícia. ''Era questão de um ou dois dias para pegarmos ele'', disse o investigador do 5º Distrito Policial, Iterlei Liss.
Segundo o investigador, ontem foi o segundo dia consecutivo em que Oliveira invadiu a casa de um mecânico de 38 anos, no Marieta. Ele já tinha feito o mesmo em outras casas. ''Ele chegava às 5 horas, expulsava a família de casa com uma pistola, dizendo que ia dormir por duas horas, e mandava os moradores fazerem o café ali fora mesmo'', relatou.
Liss disse ainda que, na quarta-feira, Oliveira fechou portas e janelas e dormiu até às 7 horas. Ontem, teria feito o mesmo mas esqueceu de trancar a casa. Segundo o investigador, Oliveira estava sendo ameaçado de morte por várias pessoas. Tinha, inclusive, mudado a aparência, escurecendo e cortando os cabelos.
O mecânico confirmou que dois homens encapuzados chegaram em sua casa por volta das 7 horas. Ele relatou que um deles o segurou contra a parede e outro, armado com um revólver calibre 38, invadiu a casa, na Rua Luiz Antônio Mayrink Góes. Ainda segundo o mecânico, foram efetuados vários disparos. Os tiros foram dados enquanto Oliveira estava de bruços, deitado em um colchão. Foram pelo menos cinco nas costas um teria trespassado o corpo e dois na nuca.


