Por maioria votos, o Tribunal de Júri absolveu Antônio Ferreira, 54 anos, conhecido como Ferreirinha, do crime de homicídio simples. O julgamento aconteceu ontem de manhã e o promotor da 1ª Vara Criminal, Janderson Camões de Carvalho Iassaka, explica que os jurados entenderam que Antônio Ferreira agiu em legítima defesa.
Antônio Ferreira era acusado de ter matado Maurílio Paulo da Silva no dia 17 de junho de 1979, na Fazenda Monte Cristo, no patrimônio Guairacá (zona sul de Londrina). De acordo com os autos, Antônio Ferreira estava embriagado e teria efetuado dois disparos a esmo com um revólver calibre 38 - um deles acertou o banheiro.
Maurílio da Silva reclamou dos disparos alegando que havia crianças dormindo no local e acabou iniciando uma discussão com Antônio Ferreira. A vítima pegou um foice para se defender e acabou levando dois tiros.
O promotor Janderson de Carvalho Iassaka explica que Ferreirinha não foi julgado antes porque estava foragido. Segundo o promotor, somente no ano passado descobriu-se que o acusado estava preso na Penitenciária Central do Estado, em Curitiba, cumprindo pena de 10 anos e oito meses por roubo praticado em Cianorte.
Absolvido no julgamento de ontem, Antônio Ferreira voltou para a Penintenciária de Curitiba para cumprir o restante da pena. André Luiz Gonçalves Salvador atuou como advogado de defesa. O juiz da 1ª Vara Criminal, Jurandyr Reis Junior, presidiu o julgamento.
Antônio de Oliveira, 44 anos, réu que será levado a julgamento hoje por homicídio qualificado, também está preso na Penitenciária Central do Estado cumprindo pena por outros crimes. O promotor explica que Antônio de Oliveira já praticou latrocínio, homicídio e roubo.
Hoje, Antônio de Oliveira, conhecido por Tonhão, será julgado por um crime que aconteceu no dia 13 de setembro de 1993, na rua Uganda, no parque Ouro Verde (zona norte). O promotor Janderson Iassaka explica que o réu era foragido da Penitenciária de São Paulo e estava na região. Ele foi denunciado à polícia por Roberto Carlos Costa.
O réu foi à casa de Roberto Carlos Costa e matou-o a tiros. O policial militar Marcos Antônio de Souza Salari, que morava nas proximidades, ouviu os disparos e saiu correndo atrás do acusado, na tentativa de prendê-lo. Antônio de Oliveira teria, então atirado e matado o policial militar. Segundo o promotor, o réu acabou sendo detido por populares. Atuará na defesa o advogado Rodavlas Lhamas Ferreira. O julgamento de Oliveira terá início às 8h30.
Dos julgamentos desta semana, o de maior repercussão é o que acontecerá amanhã. O carroceiro Sebastião José Rodrigues, 48 anos, conhecido como Tião Gordo, será julgado por homicídio qualificado por ter matado sua ex-companheira, a doméstica Jacira Andrade Simão, 32 anos, com três tiros.
O crime aconteceu no dia 4 de março deste ano, no jardim Marabá (zona leste de Londrina), perto de onde a vítima morava. Depois de atirar em Jacira Simão, Sebastião Rodrigues teria tentado estrangular a filha da vítima, de cinco anos.
Sebastião Rodrigues foi preso pela Polícia Militar dias após o crime, quando caminhava em frente da sua casa, na rua dos Abacateiros, no jardim Marabá. Na época, ele alegou ter cometido o crime porque era constantemente traído.
O réu será defendido pelos advogados Luis Gaya e André Luis Salvador. O carroceiro seria levado ao Tribunal de Júri no final de agosto, mas o julgamento foi adiado a pedido dos advogados de defesa.

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