Acusado de homicídio é absolvido
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terça-feira, 03 de fevereiro de 2009
Thiago Alonso<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Weryckson Ricardo Pontes, acusado de envolvimento no homicídio da estudante universitária Ana Cláudia Caron, em 2007, foi absolvido pela Justiça. A sentença foi emitida no dia 21 de janeiro, mas os envolvidos só começaram a ser avisados a partir do dia 30. O crime que chocou a sociedade paranaense por suas marcas de violência extrema também teve entre os acusados Ângela Ferraz da Silva e dois jovens menores de idade na época -um deles, preso um dia antes de completar 18 anos. Os dois são réus confessos do crime.
A absolvição de Pontes, com 19 anos na época, aconteceu depois de uma acareação realizada em outubro do ano passado. Pontes, a advogada de defesa Ilka Almeida Passos, nomeada pela Justiça para defendê-lo, ficaram frente a frente com o acusado, agora maior de idade. Ele contou uma história diferente da que havia relatado na época do crime. A versão apresentada logo após a prisão é a de que Pontes era o mandante do assassinato. Dessa vez, o jovem, hoje com 19 anos, mudou a versão e explicou que acusou Pontes de mandante do crime após uma discussão que ocorreu um dia depois do homicídio. A discussão teria acontecido depois que Pontes se negou a comprar o carro e objetos roubados de Ana Cláudia.
Antes de ser colocado em liberdade provisória, o acusado passou mais de um ano preso. À Promotoria do caso, ainda cabe recurso. A outra maior de idade envolvida no caso, Ângela Ferraz da Silva, com 22 anos na época, foi condenada, na mesma sentença, por receptação de objetos roubados. Os objetos de Ana Cláudia foram encontrados na casa de Ângela. Ela está proibida de sair de Curitiba sem avisar a Justiça. Além disso, deve encontrar trabalho remunerado em 30 dias. Caso isso não aconteça, ela pode cumprir a sentença em regime fechado. Aos outros dois acusados a Justiça determinou três anos de reclusão em uma unidade socioeducativa.
A estudante de Educação Física Ana Cláudia tinha 18 anos quando foi morta. Ela foi levada pelos dois adolescentes armados na porta de uma academia de ginástica no Centro de Curitiba, no dia 21 de agosto 2007, quando chegava ao local. Um deles tinha 15 e o outro 17 anos de idade. Eles teriam rodado com Ana Claudia por quase cinco horas até chegar a Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), onde o crime foi consumado. O corpo da jovem foi encontrado dois dias depois do crime, no dia 23 de agosto. Estava parcialmente carbonizado, continha marcas de violência sexual e um saco plástico na cabeça. A jovem levou um tiro na boca. A crueldade chocou a população e fez com que o caso ganhasse repercussão nacional.
Os quatro acusados foram presos pela polícia na noite do dia 25 de agosto, na região do Parque Tanguá. No dia seguinte, os menores confessaram a autoria do crime. Este teria sido motivado por uma tentativa de assalto. Ambos seriam usuários de drogas. A FOLHA não conseguiu contato ontem com Ilka Passos nem com a família de Ana Cláudia.


