O desempregado José Fernandes, 50 anos, conhecido como ''Ema'', foi ouvido ontem pelo delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP), Sérgio Luiz Barroso. Ema foi denunciado por moradores do Jardim João Turquino (zona oeste de Londrina) como chefe da quadrilha que vem expulsando famílias do bairro. Ele negou o envolvimento e disse que está sendo perseguido pela imprensa e pelos verdadeiros mandantes do crime que, segundo ele, querem expulsá-lo de lá. ''Mas só saio morto'', avisou.
De acordo com o delegado, Ema foi ''convidado'' a comparecer na delegacia para ser ouvido, já que seu nome aparece em todas as denúncias. ''Ele é o principal suspeito de comandar a quadrilha, conhecida com a 'Turma do Ema', e queríamos saber por que seu nome está sempre envolvido em expulsão de famílias e roubos na região'', disse. Segundo Barroso, embora tenha negado sua participação, o envolvimento de Ema continuará sendo investigado. Ele ainda não foi indiciado.
Ema garantiu que não tem nada a esconder. ''Tanto que vim aqui, sem reagir quando a Rone (grupo da PM) me abordou'', disse. Para ele, há muitas pessoas interessadas em sua saída do bairro, porque ele seria um líder comunitário. ''Mas eu fundei o o João Turquino, o Maracanã, distribui os lotes. Não vão me tirar de lá, não'', afirmou. Segundo o desempregado, há uma semana ele impediu que ''uns moleques'' assaltassem uma casa.
Ontem, outras três pessoas duas delas identificadas apenas pelos apelidos de Boca e Caneco também foram ''convidadas'' pelo Pelotão de Choque da Polícia Militar a conversar com o delegado. Segundo um PM, que pediu para não ser identificado, a maioria está envolvida na quadrilha mas a polícia não consegue provar. ''A gente nunca pegou eles com nada'', lamentou.

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