Josoé de CarvalhoSilvério: preso por estupro, agredido por colegasNoite de domingo, 20 de abril, jardim Novo Amparo (zona leste de Londrina).
A menor D.V.S., 13 anos, estava em casa quando foi chamada por seus vizinhos Silvério Pereira de Souza, 31 anos, e a mulher dele, a também menor K.L.V.O., de 14 anos. Ela os atendeu e foi levada para um matagal, no próprio bairro, onde foi obrigada a manter relações sexuais com Silvério, sob ameaça de morte.
Acompanhada dos pais, a menina relatou o fato no módulo policial do bairro. Silvério foi preso em flagrante e, na delegacia, negou o estupro. Segundo ele, a menor era sua namorada há tempo e só o denunciou porque queria que ele largasse sua mulher, que está grávida de dois meses.
O acusado foi levado para uma cela do 2º Distrito Policial, junto com outros presos e não foi exceção à regra válida nas cadeias para os que cometem crimes como o que ele cometeu. Na mesma madrugada, Silvério foi espancado e violentado pelos colegas de cela.
Na manhã de terça-feira, mesmo bastante machucado e mal conseguindo parar em pé, Silvério Pereira de Souza foi apresentado à imprensa e só depois levado para um hospital, onde permanecia em recuperação até ontem. O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Leonyl Ribeiro, alegou que a apresentação foi feita porque algumas pessoas achavam que a polícia estava escondendo o suspeito.
O delegado responsável pelo 2º DP, José Antônio Zuba de Oliva, disse que, mesmo conhecendo a lei das celas, não teve escolha, pois a Cidade não conta com um local especial para, se necessário, se isolar presos.
Na mesma segunda-feira foi registrado outro caso de estupro na 10ª SDP, envolvendo uma menina de 16 anos. O caso ocorreu no jardim Maringá (zona oeste) e o acusado não foi identificado.

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