A Polícia Civil de Maringá vai deixar isolado ''por um bom tempo'' na carceragem da 9ª Subdivisão Policial, o uruguaio Cirilo José Escobar, 59, preso anteontem, acusado de estuprar as duas filhas e de espancar a mulher. Conforme a polícia, Escobar não vai poder nem tomar banho de sol porque os presos estão revoltados com os crimes cometidos pelo uruguaio. Uma das filhas, com 18 anos de idade e estuprada desde os oito anos, tem um filho do próprio pai.
O caso impressionou a polícia, principalmente, pela confissão de violência feita por Escobar contra a família. A filha mais nova, com 13 anos, também era estuprada. A mãe, uma orientadora educacional, era espancada quase que diariamente e obrigada a condições aviltantes, como a de ter o rosto sujo com as fezes do marido.
Os atos violentos de Escobar contra a família se estendiam também aos vizinhos e a qualquer pessoa que tentasse se aproximar das filhas ou da mulher. Apesar da índole violenta e dos ataques possessivos pelas filhas - inclusive na escola onde elas estudavam - Escobar sempre conseguiu escapar da polícia.
Segundo a delegada da Mulher, Elza da Silva, a mãe vivia pressionada pela violência do marido e só descobriu que as filhas eram estupradas pelo pai na semana passada quando a mais velha decidiu contar a verdade. A mãe não sabia que o neto era filho do próprio marido. Os estupros contra as filhas ocorriam quando a mãe saía para o trabalho.
O uruguaio foi preso com duas armas e uma dezena de facas e estoques. A família era de Maringá, mas há seis meses morava em Paranavaí. Na semana passada, quando a mãe descobriu a verdade, fugiu com as filhas e o neto e se abrigou na casa de uma irmã em Maringá. Anteontem, Escobar ameaçava a cunhada para descobrir o paradeiro da família, quando foi preso pela polícia. Por causa da quantidade de armas, a polícia desconfia que o uruguaio iria tentar matar a família e depois se suicidar. Além das armas, havia uma grande quantidade de cordas.
Na delegacia, Escobar confessou a violência e chegou a dizer que as filhas já estavam acostumadas aos estupros e que muitas vezes elas faziam sexo com ele para ''lhe agradar''. Escobar se classificou de ''monstro'' e disse que gostaria que no Brasil existisse a pena de morte para casos como o dele.

mockup