Curitiba O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) apresentou ontem um homem acusado de abusar sexualmente de mais de 30 crianças em vários estados do Brasil e matar pelo menos duas delas no Paraná. José Airton Pontes, 49 anos, já foi condenado três vezes por abusar de crianças e estava desaparecido desde o final de 2004, quando saiu da cadeia em São Paulo para o indulto de Natal e não voltou mais.
Pontes foi preso em Marmeleiro (sete km a leste de Francisco Beltrão) no início de novembro, por abusar e matar Renato Renan Poronizak, sete anos. Foi quando a polícia descobriu que ele é responsável pelo desaparecimento de Jéssica Moraes de Oliveira, oito anos, em junho, em Curitiba.
Depois de preso, Pontes confessou tanto o assassinato de Renato quanto de Jéssica. Ele mostrou à polícia onde enterrou Jéssica, em uma plantação de pinus em Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba), depois de estuprá-la.
O Sicride começou a investigá-lo porque entre os objetos apreendidos em Marmeleiro estava uma bicicleta vermelha, semelhante à descrição da bicicleta que o sequestrador de Jéssica usou para levá-la. Apenas a ossada da menina foi encontrada. Mas os objetos pessoais dela, como a mochila da escola, ainda estavam no local e foram reconhecidos pela família.
Pontes confessou também já ter estuprado pelo menos 30 crianças em diversos estados, sendo que três delas ele não sabe se morreu porque deixou inconsciente no local.
Pontes já foi condenado três vezes pelo crime de estupro. A primeira vez foi em Curitiba, em 1975, quando abusou de um menino. Depois, em 1988 foi preso em Curitibanos, Santa Catarina. Já em 1992 foi condenado em São Paulo. O assassino contou que viajava o País todo com uma carteirinha de pastor evangélico. Assim ele conseguia abrigo, e até dinheiro, entre a comunidade envagélica.
A polícia ainda não tem suspeitas de outros crimes que ele possa ter cometido no Paraná, mas está investigando. Pontes responderá pelo crime de estupro, atentado violento ao pudor e homicídio. ''Ele mesmo disse que é compulsivo e que não pode ficar solto'', contou a delegada do Sicride, Márcia Tavares dos Santos.

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