O advogado Aduvalter Souza entrou com uma ação na 9ª Vara Cível de Londrina para anulação de títulos protestados e pedido de indenização a favor do trabalhador Lauro dos Santos, acusado de dever R$ 6 milhões ao banco Banestado. A dívida é da empresa Kraw Shopp - Comércio Atacadista de Subprodutos de Origem Animal Ltda, em que o trabalhador aparece como sócio-proprietário.
A assinatura de Santos foi falsificada na documentação da empresa e no setor de cadastro do banco. A krau Shopp foi registrada na Junta Comercial e na Receita Federal. Existem evidências nos processos que alguém tenha roubado seus documentos e depois devolvido no setor pessoal de alguma empresa que o ‘faqueiro’ (retalhador de boi) tenha trabalhado ao longo de sua vida.
Atualmente Lauro dos Santos trabalha no frigorífico São Judas Tadeu, ganhando um salário de cerca de R$ 300. Ele afirma que nem sabia da existência da Kraw Shopp e garante que nunca fez qualquer tipo de negócios com o Banestado. Lauro afirma que somente tomou conhecimento da empresa quando recebeu a intimação do Banestado para pagar a dívida. As ações de execução contra o trabalhador tramitam na 10ª e 9ª Varas Cíveis. A dívida refere-se a descontos feitos pela Kraw Shopp, usando títulos frios de empresas falidas e inexistentes.
Nos processos, aparece a ex-gerente de negócios da agência Ouro Verde do Banestado, Marisa Cortes Pinheiro, como responsável pela autorização dos descontos. Segundo relatório elaborado por uma auditoria, ela foi afastada do banco sob acusação de ter autorizado a operação sem nenhuma segurança cadastral e não obedecer outras normas básicas para empréstimos. As denúncias estão sendo investigadas sigilosamente pela Polícia Federal, que já tem pista de envolvimento de proprietários de um frigorífico londrinense no caso.

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