Acusado de chacina é preso em Piraquara
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terça-feira, 23 de dezembro de 2003
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba A Polícia Civil prendeu um dos três acusados de uma chacina ocorrida no dia 17 de maio deste ano em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. O vendedor Claudecir da Silva teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele teria arquitetado, junto com o manobrista e irmão Claudair da Silva e o amigo Márcio Marcelo Pedroso, a morte de um grupo que estaria praticando uma série de assaltos e estupros. O mesmo grupo comandaria o tráfico de drogas na Vila Macedo, em Piraquara. ''Tudo leva a crer que a chacina foi, na realidade, uma tentativa de evitar que o grupo continuasse comandando o tráfico de drogas. Os moradores da região tinham medo e eram obrigados a fazer o que os integrantes da quadrilha ordenavam. Foi uma tentativa despropositada de fazer justiça com as próprias mãos'', avaliou o superintendente da delegacia, Valdir Bicudo.
A chacina ocorreu no meio da rua. Marciel Inácio Dias, 19 anos, Helisson Henrique de Azevedo, 17 anos, e Cristian Cesar da Silva, 19 anos, foram obrigados a ficar de joelhos. Eles levantaram as mãos para o alto sob as miras de pistolas calibre 380 e revólveres calibre 38. Os três foram alvejados por diversos disparos de arma de fogo. Dias e Azevedo morreram no local. Silva morreu a caminho do hospital.
Uma quarta pessoa, supostamente integrante do grupo, também foi alvejada, mas não morreu. I.I.D., 21 anos, ficou internado no Hospital Cajuru e foi liberado depois de tratamento e cirurgia. Ele responde em liberdade processo por assalto praticado no dia 26 de fevereiro de 2001. ''Segundo informações dos irmãos que efetuaram os disparos de arma de fogo, o plano para matar a quadrilha foi elaborado por causa da tentativa do grupo de estuprar a cunhada e a irmã deles'', contou Bicudo.
Claudair da Silva e Márcio Marcelo Pedroso estão foragidos. Os dois também tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça. ''A verdade é que eles cometeram uma chacina e vão ter que responder pelo triplo homicídio. Não importa qual a motivação do crime, ficou claro que foi uma execução e que o grupo não teve chance de reagir'', complementou o superintendente da delegacia de Piraquara.


