Acusado de assassinato vai a júri até junho
Sid Sauer
De Campo Mourão
Deverá ir a julgamento até junho o último acusado pelo assassinato do fazendeiro Windsor Teodoro de Oliveira, que teve a cabeça decepada enquanto dormia, em outubro de 1994. Na época, ele tinha 21 anos. Flávio Passadore, 26 anos, chegou a ser acusado como um dos mandantes do crime e ficou foragido por três anos. O pedido de prisão contra ele só foi revogado em maio do ano passado. Poucos dias depois, ele deu seu primeiro depoimento sobre o caso.
Passadore negou participação no crime. Ele era amigo de infância de Windsor e estava com ele até poucas horas antes do crime. Foi Passadore quem encontrou o corpo do fazendeiro na manhã seguinte ao assassinato. Hoje, a própria Justiça admite que os indícios que recaíam sobre Passadore já não são mais tão fortes. Esse foi um dos argumentos da juíza Mylene Rey de Assis Fogagnoli para revogar o mandado de prisão contra ele.
No início de 98 o caso tomou novo rumo. Foi quando um presidiário de Maringá, Fernando Ribeiro, 37 anos, disse que Antônio Santana, 27, teria lhe dito que havia matado o fazendeiro a mando da viúva, Patrícia Vecchi de Oliveira, 22. A partir daí, até a ex-empregada doméstica do casal, Suely de Fátima da Conceição, 27, mudou de versão e acusou a ex-patroa.
Tanto Patrícia quanto Suely e um ex-empregado de Windsor, Pedro Máximo da Silva, 29 anos, no entanto, já foram absolvidos da acusação de participação no crime. Os três ficaram presos durante um ano e foram julgados em junho de 1996. Na época em que foi acusado, Santana estava preso em Campo Mourão por envolvimento com drogas. Ele negou a autoria do crime e algum tempo depois fugiu da cadeia. -
De acordo com as declarações de Ribeiro, Santana teria dito que iria receber R$ 10 mil pelo assassinato. Todas essas informações enfraqueceram as acusações contra Passadore, que está morando em Cuiabá. O crime teve grande repercussão não só pela brutalidade, mas também por envolver duas das mais tradicionais famílias de Campo Mourão.





