Rubens Mendes Queiroz, assassino do estudante Cristian César Moretto, 19 anos, foi preso na terça-feira à noite em Mogi das Cruzes (50 km a leste de São Paulo). Ele foi detido na casa onde morava, no bairro Mogi Moderno. O crime aconteceu em Londrina em julho de 1996.
Segundo Jaércio da Cunha Braga, chefe da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, a polícia chegou até o acusado depois de denúncia anônima. Ele acredita que Queiroz tenha sido reconhecido depois da veiculação do caso no programa Linha Direta, da Rede Globo, no início de outubro.
A remoção de Queiroz, segundo Braga, depende de Londrina. ‘‘Nós não temos verba para levar o preso’’, afirmou. O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Gilson Garret Algauer, alegou também falta de verba para enviar uma escolta armada a Mogi das Cruzes. Ele afirmou que aguardava um comunicado oficial da prisão de Queiroz, já que ficou sabendo do fato pela imprensa, para então pedir à Secretaria de Segurança Pública do Estado a liberação de verba para efetuar a remoção.
Garret argumentou, ainda, que hoje Londrina não tem como receber mais um preso. Questionado se a superlotação nos distritos policiais poderia adiar a vinda de Queiroz, ele disse apenas que irá fazer o que for determinado pela Justiça.
O promotor da 1ª Vara Criminal, Miguel Sogaiar, disse à Folha que já conversou com o diretor-geral da Secretaria de Segurança Pública do Estado, Renato Orlandi, e que este autorizou a liberação da verba para diária e combustível. Segundo ele, é só o delegado-chefe enviar por fax o pedido. Garret disse que não existe previsão de data para que a polícia vá a Mogi das Cruzes buscar o preso.
A mãe de Cristian, a funcionária pública estadual Nadir Medeiros Figueiredo, 40 anos, levou flores ao túmulo do filho quando soube da notícia. ‘‘Vim dizer a ele que metade da minha missão está cumprida. O assassino foi preso. Agora ele tem que ser julgado e condenado’’, afirmou.
O crime aconteceu em 12 de julho de 1996. Cristian foi baleado em uma lanchonete na Vila Siam, zona leste de Londrina após cumprimentar Luciana da Silva, namorada de Rubens Mendes Queiroz. Ele teve sua prisão preventiva decretada depois de assassinar a jovem, em junho de 1997.
A mãe de Cristian atribui a prisão de Queiroz ao programa Linha Direta. ‘‘A polícia podia ter prendido ele aqui mas não o fez.’’ Outro assassinato cometido em Londrina e veiculado pelo programa Linha Direta, foi o da jovem Fernanda Struzani por seu ex-marido, Marcos Campiña Panissa em 1982.
O programa foi ao ar em julho deste ano e na ocasião o advogado de Panissa, Antonio Carlos de Andrade Vianna disse que iria apresentá-lo para julgamento em setembro. Panissa continua foragido.

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