Acusado de assassinato é preso
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quinta-feira, 03 de agosto de 2000
Érika Pelegrino de Londrina 
Foi preso ontem o auxiliar de serviços gerais Fábio Calixto dos Santos, 20 anos, acusado de matar de Rogério Clemente de Oliveira, 20 anos, no dia 31 de maio deste ano em Ibiporã (14 Km a leste de Londrina). Fábio foi preso pela Polícia Civil, na manhã de ontem em sua casa, no Jardim San Rafael, onde mora com a esposa e o filho recém-nascido.
Segundo o delegado de Ibiporã, Antônio Zuba de Oliva, foi possível chegar até Fábio através da bala retirada do sacro escrotal da vítima, um projétil de calibre 38, semi-jaquetado. Este tipo de bala é utilizado quase que exclusivamente por policiais, afirmou Zuba.
No dia 19 de junho, Fábio e dois amigos foram presos por porte ilegal de arma. As armas foram apreendias e eles, soltos mediante fiança. O revólver que estava com Fábio e a bala que foi encontrada no corpo de Rogério foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística. Dias depois foi confirmado que a bala era da arma do Fábio, afirmou Zuba.
Foi pedida sua prisão temporária para investigação. Segundo Zuba, Fábio não resistiu à prisão. Agora a juíza de Ibiporã, Carla Pedalino, irá analisar o caso e até segunda-feira, de acordo com o delegado, sairá a decisão da Justiça: se Fábio irá aguardar julgamento em liberdade ou não. Nenhum dos dois tinha passagens na polícia.
Na versão de Fábio sobre o assassinato, segundo Zuba, Rogério teria se aproveitado de seu porte avantajado e pego o boné do irmão menor de Fábio. Este foi tirar satisfação com Rogério. Os dois discutiram e Rogério pulou em direção de Fábio que disparou o revólver atingindo a vítima no saco escrotal.
Segundo o delegado, como a pele desta região do corpo é muito elástica, o prójetil entrou sem deixar nenhuma perfuração. Sem sinal de sangue, Rogério não teria percebido o ferimento e permaneceu durante quase uma hora na praça de Ibiporã com os amigos até sentir-se mal e desmaiar. Foi socorrido e encaminhado ao hospital, onde morreu.
Segundo Zuba, o caso foi tido como possível overdose. Só no IML, quando abriram o corpo para retirar pedaços dos órgãos e detectar a overdose, é que viram que havia hemorragia interna, contou.


