Acusado de aplicar golpe do emprego é preso
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de novembro de 2004
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) apresentou ontem à imprensa o empresário Luiz Demétrio Cortez, 27 anos, preso no último dia 28 acusado de aplicar o chamado golpe do emprego. Segundo a polícia, Cortez selecionava e contatava altos executivos através de cadastros na internet e, com a falsa promessa de emprego em uma multinacional, com salários de R$ 6,1 mil, cobrava R$ 12 mil pelo seu suposto serviço em busca das vagas.
De acordo com o delegado do Cope, Messias Antônio da Rosa, Cortez teria lesado pelo menos 120 pessoas de vários estados nos últimos três meses. No momento da prisão, foram encontrados com ele uma lista com nome de suas vítimas, cheques e cartões de crédito das supostas vítimas. As investigações começaram depois que uma das vítimas procurou sua operadora de cartão de crédito para reclamar de uma cobrança indevida, feita em nome de uma revendora de veículos em Curitiba. A operadora de cartões contatou a Polícia Civil da Capital, que começou as investigações.
Cortez era proprietário da empresa Executive Assessoria em Recursos Humanos, existente há dois anos e localizada no bairro Bom retiro, na Capital. Ainda de acordo com a polícia, através da empresa, que conta com um psicólogo e orientadores profisionais, ele recrutava desempregados de todo País pela internet para fazer um teste em Curitiba. Nessa hora, segundo o delegado, ele cobrava os R$ 12 mil e saía para descontar os cheques, mesmo pré-datados, ou usar o cartão de crédito.
Todas essas operações eram feitas junto a uma revendedora de veículos. Essa prática, de acordo com o delegado, era legal, uma vez que Cortez estaria comprando um carro na loja e, com a apresentação do contrato de serviço e documento de seus clientes, pagava o veículo direto com os cheques e cartões das vítimas.
Cortez negou o golpe. De acordo com ele, sua empresa não tinha máquinas para fazer operação com algumas marcas de cartão de crédito e, por isso, ele fazia as operações direto na revendedora. ''Mas eu estava comprando um carro, não tinha nada de errado''. Ele também nega que tenha oferecido falsas vagas.
Costez está preso acusado de crime de estelionato. Os funcionários da empresa e as supostas vítimas estão sendo ouvidos pelo Cope, que acredita que outras pessoas devem ser indiciadas também pelo crime de formação de quadrilha.


