Acusadas querem esperar o julgamento em liberdade
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terça-feira, 01 de julho de 1997
Curitiba 
Arquivo FolhaCelina e Beatriz Abage estão em prisão domiciliar desde março de 1996Celina e Beatriz Abagge, acusadas de envolvimento na morte do menino Evandro Ramos Caetano, em 1992, estão pedindo à Justiça o direito de aguardar em liberdade o julgamento, ainda sem data marcada. As duas estão em prisão domiciliar desde março do ano passado e agora querem converter o benefício em liberdade plena ou condicional. O pedido está com o Ministério Público e ainda não foi apreciado pela juíza do caso.
O pedido de conversão foi encaminhado quinta-feira passada à juíza Marcelise Lorite Andrade, da Vara Criminal de São José dos Pinhais, pelos advogados Osmann de Oliveira e Ronaldo Botelho. Os advogados argumentam que as duas acusadas, embora sem qualquer vigilância, vêm cumprindo a determinação judicial de não se ausentar de casa.
A prisão, embora domiciliar, não deixa de ser um ato coativo, agora injusto e desnecessário, afirmam os advogados, completando que hoje existe, até, um clima popular favorável às acusadas. Se obtiverem a liberdade plena, Celina e Beatriz Abagge poderão viajar livremente, sem qualquer autorização. Com a liberdade condicional, poderiam deixar o apartamento onde cumprem prisão domiciliar, mas teriam que cumprir algumas condições, entre elas a de se apresentar regularmente à Justiça.
O pedido de conversão do benefício está sendo analisado pela promotora titular da Vara Criminal de São José dos Pinhais, Rosana Maria Santos Lima. Após o parecer do Ministério Público, a juíza Marcelise Andrade dará a decisão.
A juíza ainda não marcou a data do julgamento. Ela está analisando o processo, que tem 61 volumes e quase 13 mil páginas. O caso também já começou a ser analisado pelo promotor Divonzir José Borges, sorteado para atuar como acusador no julgamento.


