O município de Ponta Grossa, acusado em uma auditoria feita pela Procuradoria Regional da República de ser o maior fraudador do Sistema Único de Saúde (SUS), está se defendendo na Justiça para tentar anular a acusação. No início da semana, a procuradora Antônia Lélia Sanches Kruger denunciou ao Ministério Público inúmeras irregularidades na aplicação do SUS por diversos municípios paranaenses.
Conforme a denúncia, a prefeitura de Ponta Grossa teria que devolver aos cofres públicos R$ 543.646,78, referentes a valores cobrados indevidamente. De acordo com levantamentos da procuradoria, somente em fevereiro de 1995, o município de Ponta Grossa cobrou do SUS, entre 1994 e 1995, 165.941 consultas, quando teria realizado apenas 22.148.
O prefeito Jocelito Canto (sem partido) disse que não houve irregularidades na aplicação dos recursos. Na época, segundo ele, a maneira como foi aplicado o dinheiro do SUS seguia uma determinação do Conselho Estadual de Saúde. Por causa disso, em sua avaliação, quem deve as principais explicações é o conselho.
Jocelito explicou que o município está lutando na Justiça para não ter que devolver o dinheiro. No caso de ser obrigado judicialmente a ressarcir esses recursos, o prefeito disse que não sabe como fazer, já que o município não tem verba. De acordo com ele, a defesa do município nesse caso está sendo feita desde o ano passado. Jocelito foi citado pela procuradoria logo depois de ter assumido o cargo. Segundo ele, o ex-prefeito Paulo Cunha Nascimento também foi ouvido.

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