O advogado contratado para fazer a defesa da Serv's Habitacional, Gustavo Aydar de Brito, declarou ontem que estava se desligando do caso por infração contratual. De acordo com ele, a empresa propôs que fosse adotada um outro ''estilo de trabalho'' e, por isso, decidiu não continuar mais com o caso. ''Houve mudança na linha de defesa que eu não concordei'', argumentou.
Brito havia sido contratado no dia 10 deste mês, logo após alguns clientes da Serv's terem registrado queixa contra a empresa no 1º Distrito Policial. A empresa comercializa ''contas de participação'' para compra de bens imóveis, mas alguns clientes reclamam que não estão sendo cumpridos os prazos para liberação dos recursos prometidos pela Serv's. Entretanto, o advogado disse que não se baseou nisso para tomar sua decisão. ''Quando fui contratado, eles (os diretores da Serv's) me passaram elementos suficientes para que pudesse defendê-los'', garantiu Brito. Um advogado destacado pela matriz da empresa, em São Paulo, chegou ontem a Londrina e deve assumir o caso.
A Promotoria de Defesa do Consumidor de Londrina também investiga a Serv's e outras três empresas que comercializam contas de participação. Contra uma delas, a Recoflan, já existe um inquérito em andamento que apura a prática de estelionato. Tanto a proprietária da empresa, Rosane Noemi dos Santos Salari, quanto o gerente, Antônio Marcos da Silva, são considerados foragidos da Justiça. Eles estão com prisão preventiva decretada.
Ontem, o advogado contratado pela matriz da Serv's tentou conversar com o promotor Miguel Sogayar. Mas em virtude de problemas de ordem pessoal, Sogayar não comparaceu ao Fórum à tarde e a reunião, que acontece por exigência do promotor, deverá ser realizada hoje.
A Folha tentou contatar a empresa, por telefone, no final da tarde de ontem, mas ninguém atendeu aos telefonemas.

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