Uma funcionária do Cartório Rocha acusada de envolvimento no desvio do Imposto sobre Transação de Bens e Imóveis (ITBI) e do Funrejus (destinado ao Judiciário) foi ouvida ontem pelo corregedor extrajudicial da Corregedoria-Geral de Justiça do Paraná, Marco Antônio Massaneiro. Ela assumiu ter depositado cheques de clientes destinados ao pagamento dos impostos na conta bancária de sua mãe. Além dela, outros empregados, ex-funcionários e um motoboy que presta serviços para o cartório prestaram depoimentos.
As fraudes aconteceram no Cartório Rocha e o tabelião responsável, José Cezário Rocha Júnior, suspeita do envolvimento da funcionária interrogada ontem. Apesar de negar participação na fraude, ela relatou ao juiz que depositou os cheques na conta de sua mãe porque eles estavam cruzados. Ainda de acordo com o depoimento dado à Justiça, a funcionária afirmou que os cheques precisavam ser compensados porque o tabelião só aceitava pagamento em dinheiro. Todos os clientes lesados foram ressarcidos pelo cartório.
A auditoria da Prefeitura já confirmou 30 fraudes no pagamento do ITBI, que aconteceram na autenticação bancária da guia de recolhimento do imposto. Segundo Massaneiro, duas ou três fraudes do Funrejus também já foram comprovadas.
O corregedor disse que o objetivo é verificar a responsabilidade do tabelião e, caso o imposto realmente não tenha sido pago, tomar as medidas possíveis para recolher esse dinheiro. Uma outra funcionária do cartório será ouvida no dia 25.
Além dessa investigação, Rocha Júnior pediu abertura de inquérito policial. A delegada do 1º Distrito Policial, Teresa Cristina Ferreira Posset, responsável pelo caso, já ouviu cerca de 30 pessoas. A investigação prossegue com o depoimento de funcionários do cartório, mas as datas ainda não foram definidas.

mockup