Acusações
surgiram em
setembro
A primeira denúncia sobre eventuais práticas irregulares em adoções cometidas pela Limiar foi divulgada pelo jornal Folha de São Paulo em setembro do ano passado. Segundo o jornal paulista, a entidade cobrava US$ 5,5 mil das famílias americanas para cada adoção de menores brasileiros, sendo que a maioria vinha do Paraná. Os casais interessados recebiam uma fita de vídeo que servia como ‘‘catálogo’’ para apresentação de meninos e meninas.
O Estatuto da Criança e do Adolescente considera crime o lucro com a intermediação de adoções. ‘‘Não pude comprovar que realmente houve a violação do estatuto’’, disse o delegado do Sicride, Harry Herbert – responsável pela apuração das acusações. Há dois meses, ele enviou aos Estados Unidos um relatório dessas apurações.
‘‘Não encontramos nenhuma prova desse crime no Brasil. E se o fisco americano considera a Limiar uma entidade filantrópica, eu é que não posso descobrir se eles estão lucrando’’, completa o delegado.
A presidente da entidade nos EUA, Nancy Cameron negou à Folha que a entidade cobrava pelas adoções e afirmou que as fitas eram usadas apenas para ‘‘apresentar’’ as crianças para as famílias dos Estados Unidos. Ela alegou que a Limiar apenas sugeria às famílias a contribuição voluntária de verbas para que a entidade pudesse ser mantida. A organização atua no Brasil desde 1985 e já intermediou a adoção de 1,5 mil crianças brasileiras. (M.M.)

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