'Acusações são mentirosas', diz diretor
O diretor da Casa de Custódia de Londrina (CCL), major Edison Marcos Tomaz, declarou que as acusações feitas pelo agente de disciplina ao Centro de Direitos Humanos são ''mentirosas''. Ele reafirmou que não existem torturas nem maus tratos na unidade e que o denunciante, quando descoberto, terá que responder criminalmente pelo que disse. Ele garantiu que em nenhum momento os agentes foram coagidos a coisa alguma. Tomaz lembrou que foram feitas duas sindicâncias para apurar supostos maus tratos contra presos, uma pelo Estado e outra pela própria CCL. ''Tudo ficou esclarecido e foi dado satisfação para a comunidade'', disse. O diretor completou que os procedimentos foram concluídos com a mais absoluta ''lisura'' e foram feitos os encaminhamentos necessários.
Para o major, o agente deve ter feito as declarações por ter ''mágoa, ressentimento e não estar satisfeito com o trabalho''. Depois da sindicância, a direção da CCL imprimiu mudanças na carceragem, sobretudo no período noturno. Tomaz confirmou que o sistema de câmeras é inadequado. Afirmou, porém, que o problema já foi relatado por várias vezes às autoridades de segurança.
Ele declarou que realmente houve o desentendimento entre os internos Lailor Oliveira e Vanderlei Barbosa da Silva, mas garantiu que tanto a vítima quanto seus familiares ''não pediram proteção em momento algum''. Tomaz informou que o preso já estava convivendo com os demais internos há pelo menos duas semanas. A Folha procurou o diretor-executivo do Instituto Nacional de Administração Prisional (Inap) empresa que administra a CCL , José Valério, mas ele informou, através de uma secretária, que todas as informações poderiam ser obtidas com a direção da unidade. A assessoria da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania também foi procurada mas até o fechamento desta edição ninguém se pronunciou sobre o assunto.





