'Acusações espelham a realidade'
Acusações espelham a realidade
As informações contidas no site da Internet, acusando irregularidades em postos de combustíveis, espelham a realidade hoje de Londrina. A afirmação é do diretor-regional do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sinduscombustível), Valter Sasso, ao comentar sobre a matéria publicada ontem pela Folha.
Sasso afirmou que ainda não visitou o site, mas lembrou que o jornal do próprio sindicato, editado pela direção de Curitiba, publicou texto sobre o assunto. Além disso, alguns revendedores de companhias de combustível fizeram cometários sobre o site. Uma informação ou outra sempre vinha. Agora, preciso sentar em frente à tela para ver, disse.
O diretor do sindicato disse que não estranha a veiculação de notícias sobre a polêmica do preço e da qualidade dos combustíveis. Ele comentou que muitos donos de postos de Londrina estão desesperados por causa da atuação de revendedores e das grandes companhias que comercializam os produtos.
O maior problema, segundo ele, é a política de preços baixos adotada por revendedores como o posto de auto-atendimento do Hipermercado Carrefour, que trabalha com produtos da companhia Ipiranga.
Tem revendedor que paga (pelo combustível) valor mais caro do que eles estão vendendo na bomba. Então, das duas uma: ou a companhia está prejudicando os outros donos de postos ou o Carrefour está praticando dumping (abuso do poder econômico para inviabilizar a concorrência), afirma Sasso. Isso vai levar a categoria a uma quebradeira geral, promovendo desemprego e um problema social grave.
Sasso também argumentou que a lei atual, que dificulta a comercialização de produtos de marcas diferentes em postos com determinada bandeira, acaba privilegiando as grandes companhias e não o consumidor. Temos distribuidoras pequenas que têm produtos de qualidade, mas o despejo é irregular. Por isso, essa legislação é capenga e prejudica o bom revendedor.
A direção da rede Carrefour declarou ontem, através da assessoria de comunicação, em São Paulo, que a empresa nega veementemente a prática de dumping ou que tenha algum benefício por parte da distribuidora.
O que ocorre, segundo a direção, é que o Carrefour consegue vender por um preço menor em função da compra de combustíveis em grande quantidade e também pela racionalização dos custos. Para a empresa, quem deve escolher onde comprar o combustível é o próprio cliente. O Carrefour mantém 18 postos de combustível espalhados pelo País, 10 deles com a bandeira da Ipiranga, como o de Londrina. (L.H.)





