A glicose é essencial para o fornecimento da energia necessária ao metabolismo cerebral e dos demais órgãos, sendo imprescindível que o organismo controle rigorosamente os níveis sanguíneos dessa substância. A redução dos níveis de glicose no sangue, abaixo dos níveis normais, denomina-se hipoglicemia. Por definição, caracteriza-se pela presença de valores de glicose abaixo de 50 mg/100ml.
Parte dos sintomas está associada à liberação de adrenalina, ou seja, sudorese, palidez, taquicardia, tremores, náuseas e fome. Outros sintomas estão associados à falta de glicose no sistema nervoso, isto é, tontura, alterações do comportamento, cefaléia e até coma e convulsões. Para a confirmação de hipoglicemia, é necessária a presença da sintomatologia citada, níveis de glicose abaixo de 50 mg/100ml e reversão dos sintomas após a administração de glicose.
As hipoglicemias são divididas em três tipos: a) pós-prandiais (que aparecem até cinco horas após uma refeição), que podem ser reativas, autolimitadas e têm sua origem ainda não estabelecida. Podem também ocorrer em pacientes com diabetes latente ou naqueles que foram submetidos a cirurgias gástricas; b) de jejum (aquelas que aparecem após um jejum prolongado), que podem estar associadas a várias doenças, incluindo causas mais graves, como tumores pancreáticos produtores de insulina; c) exógenas, que são aquelas provocadas pelo uso de insulina, medicamentos hipoglicemiantes e ingestão de bebidas alcoólicas.
Dessa forma, a hipoglicemia é uma condição que pode ser desencadeada por diversas doenças e, dessa forma, a cura estará vinculada ao tipo de problema que a provoca. Assim sendo, quando uma pessoa apresenta tais manifestações, o endocrinologista procura antes estabelecer os motivos da hipoglicemia, descartando as causas graves e potencialmente fatais e, a seguir, tratar especificamente cada problema.

Danilo Bianchini Hofling, endocrinologista

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