A Associação dos Advogados Criminalistas de Londrina (Acrilon) pediu, na Vara de Execuções Penais (VEP), a interdição provisória dos distritos policiais em razão da superlotação e das condições precárias em que se encontram as quatro unidades que mantêm carceragem na cidade. O pedido foi protocolado pelo diretor de estabelecimentos prisionais da Acrilon, André Luiz Salvador.
A Acrilon sugere a transferência dos presos para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), Prisão Provisória de Londrina (PPL) – também interditada parcialmente – ou para cadeias da região. ‘‘Não é somente pela superlotação. A estrutura dos distritos é precária, com problemas estruturais. Há perigo de vida para o funcionário, advogado, proliferação de doenças, fugas e rebeliões’’, disse o advogado.
Ontem à tarde oficiais de Justiça estiveram no 3º DP, dando sequência a averiguação determinada pelo juiz da VEP, Roberto Ferreira do Valle. De acordo com a oficial Marisa Aparecida Soares, havia 101 presos em um espaço para 32, falta de ventilação e iluminação, umidade nos cubículos e presos já condenados. Os detentos também reclamaram da alimentação e falta de medicamentos. A exemplo do 5º DP, os internos precisam se revezar para dormir. A Folha encontrou presos com sarna, doenças mentais e traqueobronquite.
O juiz Roberto do Valle adiantou que irá interditar parcialmente os distritos. ‘‘Vou fixar um limite de presos, determinando a retirada do excedente.’’ Valle acredita que poderá transferir 10 presos para a PEL e outros 60 para a PPL. ‘‘Decisão judicial a gente não discute, cumpre, mas só queremos encontrar a melhor maneira de cumprí-la’’, disse o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Leonyl Ribeiro.

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