ACP apóia redefinição de horários de comércio e serviços em Curitiba
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de novembro de 1997
Elisa Marilia Carneiro 
Curitiba
O presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Frick Kerin, fez ontem no Restaurante Escola do Senac uma exposição do reescalonamento de funcionamento do comércio em Curitiba, que entra em vigor no dia 1º de janeiro de 1998. A intenção da Urbs é evitar a superlotação do transporte coletivo e melhorar o trânsito da cidade.
De acordo com o presidente da Associação Comercial do Paraná, Ardisson Akel, os horários ainda estão sendo estudados nas câmaras setoriais e nos conselhos de bairros, de modo a não atrapalhar ninguém. Pelo contrário, só deverá trazer mais conforto aos usuários dos transportes coletivos e estimular os que vão trabalhar de carro a preferirem o ônibus.
Todas as atividades serão beneficiadas se obedecerem ao escalonamento. As pessoas poderão se deslocar em horários desencontrados e a cidade toda ficará mais livre. Mas além do horário de abertura, o de fechamento também deve ser flexível, inclusive aos sábados à tarde e aos domingos, afirmou Akel.
Os trabalhadores da construção civil continuam com o horário das 7 horas para o início da jornada de trabalho. As aulas nas escolas começariam às 7h30. O pessoal de escritórios e profissionais liberais entrariam às 8 horas. Os prestadores de serviços, inclusive a prefeitura e o governo estadual, começariam as atividades às 8h30 e o comércio em geral, às 9 horas. Os centros comerciais e bancos continuam abrindo às 10 horas.
Os horários livres ficariam por conta das farmácias e panificadoras. Para os serviços que abastecem outro segmento, como as lojas de materiais de construção, de auto-peças e de eletroeletrônicos, o horário de abertura das lojas é às 8 horas, para não atrapalhar o funcionamento dos serviços.
O escalonamento do início das atividades produtivas vai possibilitar a otimização do transporte coletivo. A dona-de-casa, por exemplo, não vai mais disputar um lugar no ônibus antes das 9 horas, quando sair para fazer compras. Também não vamos mais precisar colocar tantos ônibus extras nos horários de pico e isso é economia de frota, de combustível e, consequentemente, de tarifa, justificou Kerin. Ele argumenta que só para a linha do biarticulado são necessários nove veículos extras além dos 66 normais, no horário de pico.


