O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), fechou acordo ontem com os Ministérios do Planejamento, da Fazenda e dos Transportes para a construção do metrô de superfície na Capital. A informação foi confirmada pelo deputado federal Abelardo Lupion (PFL). Além de Cassio e Lupion, a comitiva foi formada pelo deputado federal Ricardo Barros (PPB), pelo presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Hayakawa, e pelo presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Fric Kerin, nas negociações em Brasília.

De acordo com o deputado pefelista, na próxima semana o Ministério dos Transportes deve oficializar a liberação do projeto, enviando uma carta ao órgão financiador internacional, que irá fazer o empréstimo dos US$ 398 milhões previstos para a construção do metrô curitibano.

Lupion disse que era necessário agilizar a liberação do projeto, pois o Fundo Bush (fundo americano para subsidiar projetos em países emergentes), que vai liberar parte dos recursos, acaba em 31 de março do ano que vem. ''Com a aprovação agora, fica assegurada a disponibilização desses recursos'', explicou.

Segundo o deputado, um dos fatores que contribuiu para que o governo federal aprovasse a construção do metrô foi a desvinculação dos projetos de Curitiba e Goiânia. ''Separamos as duas coisas porque não tem nada a ver. O projeto de Curitiba é viável, não depende de desapropriações e é o sistema mais moderno da América Latina'', afirmou o deputado.

Na primeira fase de implantação do projeto, prevista para 2002 e 2003, a contrapartida da União será de US$ 127,420 milhões e da Prefeitura de Curitiba e iniciativa privada, de US$ 39,140 milhões. Na segunda fase, entre 2004 e 2005, a previsão de contrapartida do governo federal é de US$ 88,580 milhões e da prefeitura e empresários, de US$ 29,527 milhões. Os recursos já estão previstos no orçamento da União para o ano que vem, garantiu Lupion.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba não confirmou a informação. Disse que a ida do prefeito a Brasília seria apenas para a assinatura de um convênio para a criação da Agência Nacional de Águas.

O metrô cortará Curitiba de norte a sul, passando pelo trecho urbano da BR-116. Além da estação central, que ficará na antiga Estação Ferroviária, haverá outras 20 estações e três linhas. Uma das linhas ligará a Cidade Industrial (CIC-Sul) à estação central, com cerca de 15 quilômetros de extensão, passando por nove estações. A Linha Maracanã, com 12 quilômetros e nove estações, ligará Colombo (Região Metropolitana de Curitiba) ao Centro da Capital. A terceira linha, ligando a CIC à Estação Maracanã, terá 17 estações distribuídas entre os 23 quilômetros de extensão.

A implantação do metrô de superfície de Curitiba permitirá a integração total do transporte coletivo da região metropolitana. A partir do seu funcionamento, o terminal do Guadalupe (na área central) que hoje concentra a maior parte das linhas de transporte com os municípios vizinhos, será gradativamente desativado.

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