A assinatura de um termo de ajuste suspendeu, ontem, o processo de intervenção na Unidade Social Oficial de Internação de Londrina (Usoil), conhecida como Educandário. O acordo foi firmado durante a passagem da nova diretora do Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp), Thelma Alves de Oliveira, por Londrina. Ela veio visitar a unidade e conhecer a equipe de funcionários. ''Não é uma emergência, é um ajuste de rotina'', disse.
O ajuste definiu a manutenção de Laura Okamura na direção da Usoil; a reforma do prédio onde funciona a unidade, após levantamento das necessidades de adequação; a implantação de um programa intensivo de capacitação dos funcionários; e a elaboração de um regimento interno que estabeleça um código de conduta para eles. O prazo para cumprimento do termo é de seis meses.
Segundo Thelma, as obras para adequação do prédio constituem a prioridade do acordo. ''Teremos que negociar com o Decom (Departamento Estadual Construção, Obras e Manutenção)'', avaliou. Ela afirmou, ainda, que existe a possibilidade de construção de uma nova unidade em Londrina - dentre as seis anunciadas pelo Governo do Estado nesta semana. Nesse caso, a atual sede do Educandário seria desativada e utilizada para outros programas do Iasp.
Com o acordo, o interventor Márcio Filla deixará de atuar na Usoil. ''Continuaremos contando com sua colaboração. Ele tem 23 anos de profissão e muita experiência'', comentou Laura. Ela reforçou que o retorno da normalidade ao Educandário depende das obras de adequação.
Para a diretora, apesar do prédio possuir dificuldades arquitetônicas impossíveis de serem alteradas, algumas modificações melhorariam as condições de segurança. ''Ficará melhor, mas não estará em conformidade com o que rege a lei'', sentenciou. Uma das medidas impossibilitadas pela arquitetura é a separação total dos internos pela gravidade do envolvimento em delitos.
A assinatura do termo de ajuste foi mediada pelo procurador de justiça Olympio de Sá Sotto Maior, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Infância e Adolescência. Segundo ele, o Ministério Público vai acompanhar de forma permanente a adesão dos envolvidos ao acordo. ''O mais urgente é melhorar as condições físicas do prédio'', afirmou.

mockup