Acordo previa repasse por dois anos
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quarta-feira, 18 de abril de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O modelo de parceria criado pela administração municipal para abrigar artesãos que trabalhavam nas ruas da cidade no Centro de Referência do Artesanato de Londrina (Cereal) estava correto. O problema que levou ao fechamento foram erros nas prestações de contas das diretorias e desavenças internas entre os participantes.
A avaliação é do presidente do Instituto do Desenvolvimento de Londrina (Idel), Mauro Viecili. A antiga Codel foi a responsável pela formalização da parceria. Segundo ele, os artesãos integrantes das organizações não-governamentais (ONGs) que compunham o Cereal ficaram mais de seis meses sem pagar o aluguel, o que motivou o pedido de despejo. O imóvel também teve o fornecimento de água e luz interrompido.
O acordo previa um repasse financeiro do município para pagamento do aluguel por dois anos. A parceria, porém, durou pouco mais de um ano. Com a determinação da suspensão do repasse, os artesãos passaram a enfrentar dificuldades para manter o Cereal em funcionamento.
O aporte mensal era de aproximadamente R$ 13,6 mil. Com as contas reprovadas, o Cereal precisa devolver R$ 23.418,89 para os cofres públicos, mas até agora a direção não solucionou essa pendência. ''Quando as primeiras prestações de contas tiveram problemas, a diretoria foi chamada, mas não foi tomada medida nenhuma'', disse Viecili.
O fracasso do empreendimento, na visão do presidente do Idel, é consequência da falta de preparo dos gestores na área administrativa. E o sucesso do Camelódromo e das ONGs de reciclagem de lixo são exemplos, segundo Viecili, de que o modelo é acertado.
Viecili ainda admitiu que tem conhecimento das informações extra-oficiais que dão conta que pequenos empresários estariam trabalhando no empreendimento. Mas argumentou que a fiscalização sobre o tipo de produtos comercializados é responsabilidade dos órgãos competentes. ''Só entrou no Cereal quem tinha registro de artesão junto à CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização). E esse tipo de denúncia deveria partir das próprias ONGs'', alegou. (F.R.F.)


