Os servidores técnicos-administrativos das universidades e instituições federais podem ficar de fora no acordo entre o Ministério de Educação e Desporto e os professores federais. Segundo Norton Nohama, do comando local de greve, até o fim da tarde de ontem a categoria não tinha sido incluída no projeto de lei do governo federal, que propunha gratificação aos professores. Ontem, antes dos deputados federais paranenses irem a Brasília para votar o projeto, 50 servidores foram até o aeroporto Afonso Pena alertar os parlamentares para o problema.
‘‘O governo deixou de conversar com os servidores na última quarta-feira. Com isso, mesmo que se solucione o problema com os professores, os servidores vão continuar em greve’’, avisa Norton Nohama, do Sindicato dos Trabalhadores da Educação e Ensino de 3º Grau da Região Metropolitana de Curitiba. Ontem, até as 18h30, o Sinditest não tinha recebido nenhuma informação do comando nacional de greve sobre avanço nas negociações entre as partes.
Segundo Nohama, da pauta proposta pelos servidores, o governo não teria atendido nem os quatro pedidos básicos. ‘‘A discussão pela autonomia da universidade não foi tocada; o reajuste de 48,65% ficou de fora da proposta do Ministério da Educação; o programa de cargos e salários não foi estudado, bemo com o reajuste do vale alimentação e a criação do auxílio-escola’’, diz.
O coordenador do comando local de greve entende que mesmo que o governo não conceda o reajuste aos servidores, ainda assim, alegislação permite um aumento salarial. ‘‘A lesgilação eleitoral possibilita que o governo possa conceder reajuste que não extrapolem a inflação. No nosso caso, não tivemos a atualização da inflação há três anos, o que pode ser feito de uma vez agora’’, assegura. (I.R.)

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