Acordo permite que frigorífico interditado retome abate
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quarta-feira, 16 de outubro de 2002
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Arapongas - Um termo de ajuste entre o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o frigorífico Frigomax, a prefeitura de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) e o Ministério Público deve possibilitar um retorno parcial das atividades do frigorífico, interditado anteontem. O termo também deve estabelecer um prazo de até dois anos para que o frigorífico interrompa as atividades gradativamente e se mude do local onde funciona, no centro de Arapongas.
De acordo com o chefe regional do IAP, Andrew Pinheiro Neto, o termo de ajuste é previsto em lei, mas só contempla a desinterdição se a empresa reverter todos os itens que levaram a interdição. No caso do frigorífico, as causas da interdição foram a falta de licença e a poluição causada ao meio ambiente.
Ontem à tarde, o termo ainda não estava concluído, mas segundo Pinheiro Neto, o abate de gado deve ser reduzido da média de 700 cabeças por dia para 200, e deverão ser implementadas medidas de controle da poluição.''A população não aguenta mais e o abate não vai funcionar durante todo esse período de dois anos, assim como a manipulação de osso e sangue, que deve ter transferência imediata'', disse.
Além de interditado, o frigorífico foi autuado em R$ 40 mil por poluir a nascente do Ribeirão Bandeirantes e em R$ 4 mil pela falta de licenciamento operacional. A empresa também havia sido multada em abril, mas recorreu e ainda não pagou uma multa de R$ 22 mil.
O responsável pelo Frigomax, Sérgio Rubim, foi procurado ontem pela Folha, mas não retornou as ligações.


