Acordo mantém enfermeiros do HRC
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Cerca de 280 funcionários do Hospital Regional de Cascavel (HRC), do governo do Estado, terão seus contratos de trabalho prorrogados por mais 18 meses, até que seja realizado concurso para sua efetivação. A decisão foi anunciada ontem pela diretora, a sanitarista Lilimar Mori, que recebeu a informação da Secretaria de Saúde do Estado. Os funcionários do setor de enfermagem, e havia o risco de ser demitidos até segunda-feira, o que significaria o fechamento do HRC.
Segundo Lilimar Mori, houve a compreensão do MP para a situação de emergência, resultando em acordo com as secretarias de Saúde, Administração e Casa Civil, para que, definitivamente, em 18 meses seja realizado o concurso. O Estado terá que superar dificuldades internas, em relação à necessidade de cumprimento da Lei Camata, que limita em 60% os gastos com o funcionalismo, para poder abrir concurso. Esta obrigação não se alterará mesmo com a transformação do HRC em hospital universitário, a ser gerido pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), o que deve acontecer nos próximos meses, porque a própria Unioeste é órgão público.
Mesmo com a manutenção dos 280 funcionários (no total são 550), há falta de pessoal no HRC para o setor de enfermagem, e também faltam equipamentos, o que impede a utilização de 102 leitos. O estabelecimento, mantido pelo Estado e Sistema Único de Saúde, é o único hospital público no Oeste/Sudoeste paranaense, e para ele são encaminhadas pessoas de todos os municípios da região, inclusive para consultas (250 por dia), o que não é sua finalidade, e sim a de pronto-socorro.
Os internamentos chegam a mil ao mês, com ocupação permanente dos 168 leitos. O HRC tem custo mensal de R$ 800 mil, dos quais R$ 300 mil gastos com salários dos funcionários os médicos plantonistas recebem do SUS. A receita própria (SUS) é de R$ 200 mil, e o restante coberto pelo Estado.





