Os mais de três mil trabalhadores rurais de Ponta Grossa ganham um piso salarial de R$ 150,00, reconhecido pelo Ministério do Trabalho, que passa a garantir um salário mínimo diferenciado para a categoria. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais e o Sindicato Rural de Ponta Grossa (patronal) assinaram ontem a 1ª Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que além do piso salarial prevê uma série de outros benefícios, como insalubridade e horas extras.
A convenção é composta de 42 cláusulas, formuladas e aprovadas em assembléias e discussões que contaram com a participação de empregados, empregadores e representantes da Delegacia do Trabalho. Válida por 12 meses, a convenção tem efeito retroativo, com suas determinações valendo desde o dia 1º de maio.
Entre outros benefícios previstos pelo acordo, está o reajuste salarial, que será discutido todo ano, e a obrigatoriedade do uso de equipamentos de segurança, principalmente quando o trabalho for com a aplicação de defensivos agrícolas. O descumprimento de qualquer das cláusulas da CCT implicará em multa, que incidirá tanto para o empregador como para o empregado.
Para o presidente do Sindicato Rural, Gustavo Madalozzo, que representa os empregadores, ‘‘a CCT representa uma conquista que estará beneficiando as duas partes envolvidas’’. De acordo com Gustavo, a convenção valoriza e defende o interesse dos empregados, ao mesmo tempo em que garante maior segurança aos empregadores.
Uma das conquistas da CCT, destaca Madalozzo, é o adicional por insalubridade. Quem trabalhar em locais ou com produtos que ofereçam risco à saúde receberá um percentual de adicional, sempre proporcional ao salário recebido. Esse é o caso de quem trabalha com suínos, por exemplo, disse Gustavo Madalozzo.
Em 34 anos de existência do Sindicato Rural em Ponta Grossa, Madalozzo explica que essa é a primeira vez em que patrões e empregados sentam à mesa para discutir soluções para problemas em comum.

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