Acordo impede greve de motoristas e cobradores
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quarta-feira, 18 de junho de 1997
Foz do Iguaçu 
Os 1.200 motoristas e cobradores de ônibus de Foz do Iguaçu aceitaram o pedido dos empresários do transporte coletivo e suspenderaram a greve marcada para ter início à zero hora de ontem. Porém, o Sindicato dos Rodoviários informou que a categoria permanece em estado de greve e, caso não haja uma contraproposta dos empresários até o final do mês, a paralisação será deflagrada na madruga do dia 2.
Os trabalhadores estão reivindicando reajuste salarial de 10%, mais 8% a título de aumento real e produtividade. As empresas de transporte coletivo, que ainda não apresentaram contraproposta, promete dar um resposta nos próximos dias.
Enquanto houver clima de negociação, vamos continuar conversando. Porém, se o canal for fechado, vamos deflagrar a greve, afirmou Dilto Vitorassi, presidente do Sindicato dos Rodoviários e líder do PT na Câmara. Os rodoviários estão fazendo comparação entre o salário e o lucro das empresas. Em 1993, segundo o sindicato da categoria, o salário do motorista era equivalente a 1.385 passagens e hoje representa 1.005 passagens.
O vice-prefeito e secretário de Obras, Paulo Mac Donald Gihi, anunciou que a prefeitura estuda novo mecanismo para exploração do transporte coletivo em Foz do Iguaçu. Uma das mudanças pode ser o sistema integrado com tarifa única e pagamento das empresas através de quilômetro rodado.
Segundo a prefeitura, até agosto deve ser feita nova redistribuição de linhas e resolvida a questão da Viação Morena, empresa que ficou excluida na exploração do serviço na última concorrência. A empresa está reivindicando sua participacão no transporte coletivo na Justiça,


