Da Sucursal
Um acordo fechado anteontem entre a Sunab e 19 representantes do comércio varejista de pescado de Curitiba deve garantir, para a Semana Santa deste ano, a manutenção dos preços de 28 tipos de peixe praticados no ano passado. Pelo acordo, apenas sete tipos de peixe sofrerão alterações de preços em relação a 96, com aumento médio de 1,85% para uma inflação de 10,86% no mesmo período.
Na lista de preços máximos da Sunab (veja quadro ao lado), o maior aumento foi o do dourado, que podia ser vendido a até R$ 7,50 o quilo em 96, e este ano poderá ser vendido a R$ 9,50. Segundo os comerciantes, o aumento no preço do dourado é justificado pela quebra na produção desse tipo de peixe.
O segundo maior aumento aconteceu com o bacalhau do Porto, que era tabelado a R$ 15,00 o quilo e passou para R$ 15,80 na lista deste ano. ‘‘Vários comerciantes já anunciaram que vão vender a R$ 13,50’’, diz o delegado da Sunab, Moacir Peralta. Outros cinco tipos de pescado tiveram pequenos aumentos no preço máximo permitido: o corimbatá subiu de R$ 2,80 para R$ 3,00; o lambari de R$ 3,50 para R$ 4,00; o cação de R$ 5,50 para R$ 5,80; a merluza de R$ 4,00 para R$ 4,50 e a pescada maria mole de R$ 5,50 para R$ 5,80, sendo que estes três últimos para venda em filé e os dois primeiros para a peça vendida inteira.
Segundo o delegado da Sunab, o primeiro acordo feito em 96 provocou uma queda de quase 50% nos preços do peixe em relação a 95. ‘‘Essa queda levou a um aumento de 20% a 30% no consumo, o que animou os comerciantes a manterem os preços este ano’’, acredita Peralta.
Os comerciantes, entretanto, não concordam com a avaliação otimista da Sunab. ‘‘O consumo tem caído’’, diz Roberto Toshio, da peixaria Santa Rosa. Toshio diz que durante o ano vende em média uma tonelada de peixe por semana e espera vender dez toneladas na Semana Santa. Mas, segundo ele, esse volume de vendas vem se mantendo há vários anos.

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