Acordo garante início de obras de gasoduto em Campo Largo
Acordo garante início de obras
de gasoduto em Campo Largo
Um acordo entre a Compagás, empresa responsável pelo ramal de gás natural do gasoduto Brasil-Bolívia e a Organização Não-Governamental (ONG) ambientalista Xama, possibilitou a retomada das obras do ramal em Campo Largo. A instalação das tubulações estava suspensa há seis meses por liminar judicial até que medidas de segurança e prevenção a acidentes fossem incluídas no projeto. Ontem, o diretor-presidente da Compagás, Luís Roberto Bruel, se reuniu com empreiteiros responsáveis pelo serviço. Acredito que até o início de agosto possamos retomar os trabalhos, disse.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) liberou a nova licença de implantação do ramal na região. Faltam 12 quilômetros de tubulação em Campo Largo e outros 200 quilômetros em São José dos Pinhais, Curitiba e Ponta Grossa.
Segundo diretores da Xama, o acordo assinado com a Compagás é inédito no País pelo volume de medidas compensatórias garantidas. Até hoje as empresas esperavam acontecer os acidentes para depois investir em segurança e reparar os danos causado, afirmou o conselheiro administrativo da Xama, João Belo.
Uma das exigências para a retomada da obra é que a Compagás construa um Centro de Referência em Educação Ambiental em Campo Largo. O Centro atenderá ONGs, órgãos públicos e empresas privadas oferecendo cursos de educação ambiental. Os investimentos previstos são de até R$ 180 mil e a construção do Centro precisa estar pronta em oito meses.
Segundo o diretor-presidente da Compagás, o acordo vai melhorar a imagem da empresa na comunidade. O aumento de custos previsto até agora será absorvido pela empresa e não repassado aos clientes, afirmou Bruel. Em compensação, aumentaremos a segurança na distribuição do gás.
O acordo estabelece que a Compagás será responsável pela sinalização permanente das áreas próximas aos ramais durante todo o período de operação. A Justiça determinou a redução na pressão de gás nas tubulações de fornecimento a dois clientes da distribuidora em Campo Largo. A Incepa e Lorenzeti, que receberiam 7 kg/m3 passarão a contar com 4 kg/m3 e no máximo 25 mil m3/dia.
A fornecedora de gás terá que manter uma ambulância no hospital de Campo Largo durante todo o período de operação, que é de 18 anos.
Ambientalistas da Xama pretendem apresentar novas ações judiciais para exigir medidas compensatórias da Compagás em outros municípios. O que conseguimos até agora foi em Campo Largo, mas o ramal vai passar em outros municípios onde solicitaremos novas medidas de segurança e educação ambiental, garantiu Belo. Segunda-feira diretores da Xama têm uma reunião em São José dos Pinhais com moradores da região onde está prevista a passagem do gasoduto. (E.C.)





