Acordo garante cesta básica para salários até R$ 4 mil
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quarta-feira, 16 de abril de 1997
Lucília Okamura 
A partir do próximo mês, todos os servidores municipais que recebem até R$ 4 mil terão direito à cesta básica. A decisão foi tomada ontem, de manhã, durante reunião entre a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos de Londrina (Sindserv), o prefeito Antonio Belinati e o secretário municipal da Fazenda, Luis César Guedes. Atualmente, têm direito a este benefício os funcionários que recebem até R$ 1.500,00.
Hoje, o valor da cesta básica é de R$ 80,73 e R$ 73,22, dependendo da faixa salarial. Segundo o presidente do Sindserv, Gláudio Renato de Lima, a partir de maio, funcionários que recebem até R$ 1.500,00 passarão a ganhar uma cesta de R$ 100,00. Os que ganham entre R$ 1.500,00 e R$ 4 mil, serão beneficiados com tíquetes no valor de R$ 80,00. Ele diz que apenas nove servidores da administração direta recebem acima do teto estipulado.
Esta proposta faz parte do acordo coletivo e um projeto neste sentido foi enviado à Camara de Vereadores, mas, na semana passada, foi retirado de pauta definitivamente. A única diferença entre o projeto e a decisão de ontem é com relação ao teto máximo para a cesta básica. No projeto, todos os funcionários eram contemplados com o benefício.
Irritados com a retirada do projeto de pauta, os servidores marcaram uma assembléia para ontem, ao meio-dia, em frente ao prédio da prefeitura (zona sul) para decidir quais medidas iriam tomar. Gláudio Lima diz que a assembléia foi realizada e os participantes foram informados da decisão tomada com Antonio Belinati.
O presidente do Sindserv ressalta que o prefeito não terá de enviar novo projeto à Câmara para dar este benefício aos servidores, já que está previsto no acordo coletivo. Ele explica que a prefeitura gastará mensalmente cerca de R$ 630 mil com as cestas básicas - atualmente são gastos R$ 370 mil.
Gláudio Lima relata que o prefeito nega ter pedido a retirada do projeto de pauta, como alegou o vereador Renato Araújo. Ele não colocou a culpa no vereador e acha que houve um mal entendido.


