Os servidores municipais e seus dependentes não chegaram a ter de pagar pelo atendimento médico-hospitalar.
Na manhã de ontem, a Caixa de Assistência dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml) e o Sindicato dos Hospitais chegaram a um acordo, afastando a ameaça dos hospitais de, a partir de ontem, só atender os servidores mediante pagamento. Segundo o superintendente da Caapsml, José Roberto Fróes da Motta, a autarquia deve R$ 900 mil aos hospitais conveniados. ‘‘São dívidas acumuladas na gestão passada e nesta administração’’, afirma o superintendente da Caapsml.
Motta informou que hoje a Caapsml vai repassa R$ 400 mil aos hospitais conveniados. O restante - R$ 500 mil - será pago em quatro vezes, juntamente com as faturas mensais. A Caapsml arrecada cerca de R$ 350 mil por mês, enquanto seu gasto mensal médio é de R$ 470 mil. Para contornar o déficit de R$ 120 mil, Motta espera apoio da Prefeitura.
Ele esclarece que o plano de saúde atual da Caapsml gasta mais do que arrecada. E diz que a situação só vai estar controlada quando a nova lei municipal que regula o plano de saúde entrar em vigor. A lei foi aprovada mas só passa a valer a partir de janeiro de 98.
Com a nova lei, complementa Motta, a contribuição passa a ser por pessoa beneficiada, respeitando o limite de 10% do salário do titular do plano. ‘‘Somado ao controle técnico, vamos poder sanear o plano e garantir o bom atendimento dos associados. Mas só a partir do próximo ano’’, diz o superintendente.
Os 11 servidores colocados em disponibilidade pela Caapsml no início de outubro só voltaram a trabalhar ontem. A medida definida para reduzir os gastos da farmácia da Caapsml acabou não resolvendo o problema. Eles ficaram 20 dias sem trabalhar e sem prejuízo de salário, porque não podiam ser transferidos sem a alteração de seus cargos. A alteração não foi feita e os servidores estão trabalhando na Autarquia Municipal da Saúde. Mas seus salários continuam sendo pagos pela Caapsml.

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