Acordo evita greve na Policia Civil do Paraná
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segunda-feira, 09 de abril de 2001
Fabiana Klein De Curitiba 
Um acordo entre a Polícia Civil e o governo do Estado descartou a possibilidade de greve ou paralisação da categoria. Sindicalistas e o chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, estiveram reunidos na manhã de ontem, no Palácio Iguaçu, tratando das reivindicações dos policiais civis do Estado. Ficou definido que será elaborado um novo plano de cargos e salários, que em tese incidirá em reajuste salarial. Há sete anos policiais civis e militares não recebem aumento de salários.
A proposta ficou nos mesmos moldes da oferecida aos professores do Estado: implantação do Plano de Cargos e Salários ainda este ano, mas com os benefícios financeiros concedidos somente a partir de 2.002. Segundo Luiz Bordenowski, presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), este aumento salarial só fará parte da previsão orçamentária do governo no ano que vem.
Quanto à infra-estrutura, o governo promete comprar mais viaturas e armamentos. Parte do armamento - cerca de mil pistolas e coletes - já foram comprados. Agora se comprometeram a comprar, a curto prazo, mais 200 viaturas e mais armamento, declarou Bordenowski. A proposta, segundo ele, será encaminhada na próxima segunda-feira para aprovação da Assembléia.
De acordo com Bordenowski, um investigador ganha hoje salário bruto de R$ 700,00, quando deveria ganhar R$ 1,5 mil. É um trabalho que merece mais por ser muito desgastante, insalubre e de alta periculosidade, declarou.
O efetivo da Polícia Civil no Estado é composto por 3,8 mil homens quando, na opinião de Bordenowski, deveria ser maior que 7 mil. A Polícia Civil possui hoje 811 viaturas para atender todo o Paraná, quando o ideal seriam 2 mil. Das que existem, 161 estão quebradas, 50 completamente deterioradas e 600 funcionam, mas de maneira ruim, avaliou.
Londrina Ontem alguns policiais civis da 10ª Subdivisão Policial (SDP) e distritos policiais de Londrina chegaram paralisar as atividades. Os escrivães, investigadores e auxiliares administrativos que não trabalharam se reuniram em frente a 10ª SDP, no centro da cidade, que teve a porta principal fechada por faixas com frases reivindicando melhores condições de trabalho, isonomia e reajuste salarial. (Colaborou


