Acordo entre casal garante bem-estar do filho
Quando separou-se da esposa, o professor universitário Gabriel Giannattasio não queria abrir mão de participar da rotina do filho do casal, João Gabriel, de 5 anos. A solução encontrada para oferecer à criança a possibilidade de ser educada por ambos os pais foi a guarda compartilhada. Através do acordo, Gabriel tem garantido o direito de opinar nas questões mais importantes da formação do filho.
Por morar distante da zona urbana, o professor fica com o filho nos finais de semana e faz visitas semanais à casa da mãe. ''O contato seria ainda mais intenso se eu morasse mais perto'', acredita. Para ele, o acordo entre os pais é fundamental para garantir o bem-estar de João Gabriel, que sempre fica feliz quando os três fazem programas juntos. ''Pode ser uma visita ao médico, apresentação de judô, atividade na escola ou mesmo um almoço. A idéia é manter os vínculos no limite do possível'', ressalta.
Gabriel acredita que a guarda compartilhada funciona quando os pais colocam o filho como prioridade na vida. ''Se uma das partes resolve priorizar a si próprio, a coisa complica.'' Ele lembra que, quando os casais se separam, é comum um dos pais se afastar para evitar conflitos. ''Dialogar parece mais difícil, mas é a melhor saída para o filho'', afirma.
A advogada Claudete Carvalho Canezin, diretora do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos (EAAJ) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), confirma que o objetivo da guarda compartilhada é favorecer o ambiente familiar e equilibrar as relações de poder entre pai e mãe. Segundo ela, o acordo funciona melhor quando os pais agem com maturidade, entendendo que as crianças não podem ser punidas porque o casamento não deu certo. (C. A.)





