Foi firmado ontem, numa audiência na Promotoria Pública, em Arapongas (35 km a oeste de Londrina), um acordo para resolver o problema da poluição ambiental e sonora, causado pela indústria de ração animal do grupo Big Frango. Além do promotor Dennis Pestana, participaram representantes da empresa, do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e uma comissão de cinco moradores da Vila Aratimbó, vizinha da indústria.
Os moradores aguardam uma solução desde julho de 1999, quando a situação ficou insuportável. Eles fizeram inúmeras denúncias ao Ministério Público, prefeitura e Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
‘‘Se a indústria deixar de promover as adequações determinadas pelo IAP no acordo, poderá ser multada em R$ 5 mil por dia’’, disse o promotor Dennis Pestana.
A primeira cláusula do acordo determina que a Big Frango deverá apresentar em 30 dias ao IAP um diagnóstico ambiental específico, relatando quais as causas efetivas da fumaça, fuligem, mau cheiro e ruídos. A partir daí o Instituto Ambiental do Paraná irá determinar quais as providências a serem adotadas, estabelecendo um prazo de mais 30 dias para cumprimento.
De imediato, o termo de ajuste prevê que a Big Frango terá de instalar nas caldeiras um equipamento para controle de emissões de gases e fuligem, denominado multiciclone.
O engenheiro Eduardo Vilela Magalhães, da Big Frango, disse que já existe um projeto para o deslocamento da fábrica para um novo terreno industrial. ‘‘Nossa proposta é concluir ainda neste ano as novas instalações do frigorífico, em Rolândia, para em seguida também levar para lá a fábrica de ração’’, revelou.

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