Maigue Gueths
De Curitiba
Edifício com acesso apenas por escadas, banheiros pequenos com portas estreitas, calçadas sem meio-fio rebaixado, telefones públicos altos demais, calçadas escorregadias e sem nenhuma marcação que ajude a guiar os deficientes visuais. Estes são apenas alguns dos problemas enfrentados diariamente pelas pessoas portadoras de deficiências físicas, que em função do grande número de obstáculos arquitetônicos são impedidas de transitar livremente pela cidade. Este problema, aliás, é vivido também pelos idosos, que comumente precisam de apoios e estruturas especiais para se locomoverem.
Para tentar resolver esse problema, o Ministério Público do Paraná decidiu aliar-se a alguns órgãos e instituições, na procura de soluções que venham facilitar a vida dessas pessoas. Assim, ontem pela manhã, representantes do ministério, da Câmara Municipal, do Sindicato da Construção Civil, do Instituto de Engenharia do Paraná, do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência e da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná assinaram um termo de cooperação técnica.
Segundo a promotora de Justiça Rosana Beraldi Bevervança, coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiências, o termo vai garantir apoio técnico à promotoria nos casos de denúncias de desrespeito aos portadores de deficiências. ‘‘É a sociedade e o Ministério Público se somando para cumprir a lei’’, diz, lembrando que as leis 7.405/85 e 7.853/89, além das constituições estadual e federal e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) já garantirem o direito a acessibilidade para todos.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 10% da população mundial têm algum tipo de deficiência. No Paraná há 900 mil deficientes. Já na Grande Curitiba, são cerca de 200 mil pessoas.

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