Edson MazzettoVolta às aulasJosé Albertino da SilvaO acordo que trata da aceitação mútua dos diplomas universitários no âmbito do Mercosul, previsto para vigorar a partir de 2001, vêm encorajando os estudantes brasileiros à atravessar a fronteira para estudar.
Flávia Kovaleski de Paula, 18 anos, usou este argumento para convencer o pai que vive em Brasnorte (MT). Considerada muito jovem para escolher uma alternativa usada por estudantes frustrados com várias reprovações em vestibulares, Flávia acredita que o que existe realmente é preconceito com os cursos no Paraguai.
‘‘Além de não perder tempo com cursinho, vou gastar menos e aprender espanhol’’, diz a caloura de Odontologia da Uninorte, que mora em uma república no centro de Foz do Iguaçu.
Edson MazzettoFuturos dentistasRodolfo Chiesa e Adriane Lorenzon: Odontologia na UninorteUm pouco mais experiente, o colega Rodolfo Chiesa, 20 anos, lembra que o curso é muito parecido com qualquer outro do lado de cá da fronteira. ‘‘Aqui existem professores brasileiros e a maioria dos professores paraguaios estudou no Brasil’’, lembra Chiesa, um paranaense de Palotina que decidiu enfrentar o desafio no Paraguai em troca do sonho de ser dentista. ‘‘Com o reconhecimento no Brasil, o curso terá muito mais procura’’.
Edson MazzettoSonho realizadoJanice Lordani HenikaA iguaçuense Adriane Lorenzon, 23 anos, tentou estudar Processamento de Dados por um ano, mas descontente com o conteúdo do curso, desistiu. ‘‘Queria fazer odonto, mas sempre esbarrei no vestibular’’, conta. Adriane entende as aulas em ‘‘portunhol’’ e elogia os colegas paraguaios. ‘‘Eles são acolhedores e nos ajudam muito’’, constata.
Fernando Carvallo, 39 anos, cirurgião-dentista em Foz e professor do curso da Uninorte, concorda com seus alunos. Descendente de espanhol, Carvallo orienta os estudantes brasileiros com dificuldades em leituras em espanhol. ‘‘O importante é que eles vivem a realidade brasileira e paraguaia e saem falando outra língua’’, diz. (L.F.M.)

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