Acordo cria rede integrada de pesquisa
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segunda-feira, 21 de maio de 2001
Israel ReinsteinDe Curitiba 
O governo do Paraná e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) firmaram ontem um acordo que cria a Rede Integrada de Pesquisa em Vigilância Epidemiológica, Sanitária e Ambiental. Pelo acordo, os laboratórios de quatro secretarias estaduais (Saúde, Ciência e Tecnologia, Agricultura e do Meio Ambiente) vão trabalhar em conjunto, com apoio da Fiocruz, em pesquisas para determinadas doenças, como a dengue.
Segundo o secretário de Saúde, Armando Raggio, até o momento todas as pesquisas desenvolvidas pelo Estado vinham sendo feitas sem a troca de informações. Para evitar a superposição de assuntos, os laboratórios deverão estabelecer uma pauta comum de trabalho. Caso seja preciso, determinado laboratório poderá comprar um equipamento, que vai ser usado para pesquisa de outra instituição, explicou Raggio.
O recém-empossado presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Paulo Buss, ressaltou a importância de integrar o trabalho das quatro secretarias em um projeto comum de vigilância. O problema com a vaca louca exemplifica a estreita ligação que existe entre a saúde e a agricultura. Com um trabalho unificado, os resultados poderão ser muito mais positivos, disse.
Dentro de aproximadamente 30 dias, as quatro secretarias envolvidas e mais a Fundação Oswaldo Cruz vão se reunir para traçar as estratégias de trabalho e definir o funcionamento da rede integrada. Já está acertado, no entanto, que a coordenação da rede será assumida, alternadamente, pelas secretarias envolvidas, dependendo do projeto em pauta.
Participam da Rede Integrada de Pesquisa em Vigilância Epidemiológica, Sanitária e Ambiental os laboratórios Central do Estado (Lacen), Centro de Referência em Análises Ambientais, Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti e Tecpar - Instituto de Tecnologia do Estado do Paraná, todos de Curitiba.


