Acordo cancela paralisação na TCGL
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quinta-feira, 06 de fevereiro de 2003
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
Em reunião realizada ontem à tarde na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), o gerente da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Gildalmo de Mendonça, chegou a um acordo com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol) e anunciou que as oito linhas alimentadoras da empresa que desde o dia 26 de janeiro circulam na zona norte sem cobrador voltarão ao formato convencional, sem que os motoristas tenham que cuidar da cobrança das passagens.
As linhas voltam a ter cobrador na próxima segunda-feira, já que no domingo vence o prazo de duas semanas que a empresa anunciou para a experiência. O Sinttrol havia argumentado que a retirada dos cobradores configurava dupla função para os motoristas e diminuição de postos de trabalho. Caso a empresa não revogasse o formato, os funcionários da TCGL poderiam fazer uma paralisação.
''Isso (a parada) está fora de pauta por enquanto. A empresa aparentemente não abre mão de tomar medidas que propiciem redução de custos, mas qualquer esforço nesse sentido será agora avisado ao Sindicato e discutido, e não imposto unilateralmente, como aconteceu nesta experiência'', afirma o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva.
A gerência da TCGL explicou, por meio de sua assessoria, que já na segunda-feira pretende encaminhar uma proposta oficial ao Sindicato. A empresa entende que ao menos duas das oito linhas que estão circulando sem cobrador, 403 - Carnascialli, e 414 - Santo André, poderiam operar com micro-ônibus, o que permite que o motorista cobre as passagens. Nesta proposta, a TCGL também se comprometerá a não demitir ninguém.
O passo seguinte, segundo a empresa, seria discutir a remuneração dos motoristas que desempenhariam a dupla função. O outro item abordado na reunião, sobre os testes de bafômetro a que vêm sendo submetidos os funcionários da TCGL, ficou sem resolução final. A empresa admitiu ''rever critérios'' da aplicação do exame, mas o Sinttrol exige a extinção do teste.
''A utilização do bafômetro é uma prerrogativa do estado, do poder de polícia, e não de uma empresa particular. Não abrimos mão do fim do teste'', diz Batista. O presidente do Sinttrol afirma que pedirá urgência à assessoria jurídica do Sindicato para entrar com medida judicial na Justiça do Trabalho, com o objetivo de extinguir o bafômetro dentro da TCGL. A empresa, por seu lado, não admite a extinção do teste, pois entende que ele é essencial para a integridade física de seus clientes e funcionários.


