Acordo beneficia ex-funcionários da Encol
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domingo, 22 de dezembro de 2002
Célia Guerra<br> Reportagem Local 
Para um grupo de trabalhadores da construção civil o Natal vai ter uma comemoração maior. São os ex-funcionários da falida Encol que até o início de janeiro vão receber o dinheiro dos direitos trabalhistas. Um acordo firmado anteontem, em Goiânia (GO), entre os sindicatos dos trabalhadores e os administradores da massa falida da empresa possibilitou a liberação de cerca de R$ 11 milhões de reais que serão usados para o pagamento.
Em Londrina, segundo o presidente do Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sintracom), Denilson Pestana da Costa, serão beneficiadas 210 pessoas. Estão inclusos na listagem ainda mais de 100 funcionários de Curitiba, 39 de Maringá e 24 de Foz do Iguaçu. Os funcionários beneficiados são os que aderiram à ação coletiva, iniciada em setembro do ano passado, com a constituição de uma mesa de negociação por iniciativa dos sindicatos, num total aproximado de 3.500 pessoas dos cerca de 18 mil funcionários da Encol. Essa valor, de acordo com Costa, representa 40% do total de créditos trabalhistas existentes em todo o País. O dinheiro foi obtido através de leilões de bens da empresa realizados este ano, o último deles aconteceu no dia 17 de dezembro.
Os trabalhadores que têm crédito até R$ 2,8 mil receberão os valores integralmente. Já os que possuem direitos de R$ 2.801,00 até R$ 50 mil serão pagos com 40% do total de crédito. O restante desse dinheiro mais os direitos dos que têm valores acima de R$ 50 mil dependem de novos leilões de bens previstos para inicia em março de 2003.
A decisão, informa Pestana, beneficia também os trabalhadores que não moveram ações ou que não aderiram à negociação coletiva. É preciso apenas que procurem o Sindicato para uma avaliação dos casos. O pagamento dependerá também dos novos leilões.
A rapidez na decisão da justiça foi considerada histórica pelo presidente do Sintracom. A ação conjunta, segundo ele, diminuiu em 10 anos o tempo de espera dos trabalhadores. Ele disse ainda que contaram com sensibilidade dos administradores da massa falida da empresa, pois direitos trabalhistas prescrevem em dois anos. ''Receber dinheiro de empresa falida é quase que impossível'', destacou. A Encol fechou as portas em setembro de 1997 e a falência foi decretada em março de 1999.


