Maringá - O governo do Estado vai socorrer o Hospital
Universitário de Maringá (HU) repassando R$ 80 mil por mês -a partir deste mês até outubro deste ano. Em novembro e dezembro a verba será reduzida para R$ 30 mil mensais. Com a ajuda, o HU deverá equilibrar as contas e evitar o fechamento do Pronto Socorro que na sexta-feira passada tinha medicamentos suficientes apenas para três dias.
O acordo foi firmado em Curitiba, anteontem à noite durante uma reunião que contou com a participação de representantes da Universidade Estadual de Maringá, HU, 15 Regional de Saúde, Conselho Municipal de Saúde, Secretaria de Saúde do Estado, Secretaria de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior do Estado e ainda Secretaria de Saúde de Maringá.
De acordo com a reitora da UEM, Neusa Altoé, o acordo foi satisfatório e vai colocar as contas do HU em dia. Da Secretaria de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, a UEM vai receber R$ 30 mil por mês contando desde agosto até dezembro deste ano para o pagamento dos 18 bolsistas da Residência Médica. Já a Secretaria de Saúde do Estado vai repassar R$ 150 mil parcelados nos meses de agosto, setembro e outubro. Além dos recursos, o governo do Estado também confirmou o repasse de R$ 50 mil em medicamentos. Conforme Neusa, parte dos remédios já foram enviados para o HU na última terça-feira.
Conforme a reitora, o déficit mensal do HU varia de R$ 70 a R$ 80 mil. Ela disse que a ajuda do Estado vai sanar as dificuldades do hospital até outubro. ''A partir de novembro, caso haja novas dificuldades ficou acertado que vamos pedir ajuda novamente ao Estado'', afirmou a reitora.
Segundo Altoé, a prefeitura também apresentou algumas propostas para ajudar o HU. Entre elas a possibilidade de fazer o pagamento em dia ao HU. Atualmente, o município está repassando os recursos do SUS para o hospital com 45 dias de atraso. Além disso, a Secretaria de Saúde de Maringá espera, a médio prazo, aumentar o número de postos municipais com atendimento 24 horas, o que deverá desafogar o HU.
Além da ajuda financeira, o governo do Estado autorizou a contratação de 54 novos servidores para o HU. Segundo a reitora, com a contratação de pessoal a expectativa é inaugurar a nova ala do hospital, com 2.700 m2, em setembro. O governo não autorizou a contratação de médicos, mas de acordo com a reitora, a nova ala vai permitir mais conforto e melhor atendimento aos pacientes. Além disso também deve melhorar as condições de trabalho dos servidores. Uma cena comum hoje no HU - a de pacientes esperando em cadeiras no meio de corredores - deverá acabar, de acordo com a reitora, após a inauguração da nova ala hospitalar.

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