Aconchego com segurança
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sábado, 09 de outubro de 2010
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
Práticos e confortáveis, os carregadores de bebê conhecidos como slings agradam as mães por possibilitarem liberdade de movimentos sem abrir mão de ficar com os filhos no colo. Quem usa o acessório garante que também melhora os vínculos com a criança, mantida mais próxima do calor materno.
Antes de escolher o melhor modelo, entretanto, é preciso levar em conta a segurança. Em evento realizado ontem, em Londrina, como parte da Semana Internacional de Incentivo ao Uso do Sling, a slinguista Marília Mercer explicou a mães e gestantes sobre os modelos disponíveis, itens de segurança e a melhor maneira de utilizar o carregador.
Se o sling escolhido é o de argola, a mãe deve observar se as mesmas são fabricadas em nylon, alumínio ou inox e sem emendas ou rebarbas. ''Caso contrário, o tecido pode rasgar, oferecendo risco de queda'', explicou. Argolas achatadas são inadequadas, porque dificultam o ajuste ao corpo. ''Se a criança fica mal acomodada em um tecido frouxo, há o perigo de cair.''
Outra dica da slinguista é jamais utilizar peças cromadas ou niqueladas, pelo risco de alergia. ''Bebês colocam tudo na boca, inclusive as argolas do sling que, se tiverem níquel, podem provocar reações.''
Costura reforçada, batida, em tecidos resistentes, são também requisitos básicos para manter a segurança. ''Os tecidos de fabricação chinesa têm formol'', lembrou. A melhor matéria-prima é o algodão que, além de resistente, não cede. ''Esse cuidado é importante para que o bebê não fique solto.'' Viscose e dry fit são recomendados para os dias mais quentes. ''O poliester nunca deve ser usado, pois não permite à pele respirar.'' A malha é adequada apenas para os modelos de amarrar, porque não permite o ajuste das argolas.
Com relação à posição, Marília ensina a deixar as vias aéreas abertas e a cabeça perto da mãe. ''Ensino a fazer o 'teste do beijinho'. A mãe tem que conseguir tocar com os lábios a cabeça da criança'', explicou.
Outro esclarecimento importante, segundo a slinguista, que está grávida do terceiro filho, é que sling não é ''baby bag''. ''Estes carregadores são uma espécie de bolsa com estrutura rígida no apoio. Por não se adaptarem ao contorno do bebê, dificultam a respiração e podem causar sufocamento''.
Mãe de Gabriel, 5 meses, e Beatriz, 5 anos, a atriz Pamela Beatriz Nogueira usa o sling com o segundo filho e garante que o acessório oferece muito mais liberdade. ''Dá para passear à pé com as duas crianças, porque as mãos ficam livres. A Bia inclusive sente menos falta dos cuidados maternos.''
A estudante Tamires Somera é mãe de Rafael, 6 meses, e garante que, graças ao carregador, consegue fazer coisas como lavar louças e arrumar camas com o filho no colo. À noite, quando está na faculdade, quem aproveita o sling é o pai de Rafael, que fica com o filho no colo enquanto usa o computador.
O sling favoreceu também o desenvolvimento da pequena Agatha, 4 meses, que nasceu prematura. ''É muito prático, não saio de casa sem ele. Para usar bem, foi muito importante receber orientações da fabricante'', disse a mãe e engenheira química Mara Louzada Vascão, que comprou um modelo em dry fit para usar com Agatha ''slingada'' dentro da água.
Grávida da primeira filha, a atriz e palhaça Andréa Pimenta já planeja utilizar o carregador. ''Acho interessante porque permite maior contato com a criança'', justificou.


