Acompanhando a saúde do casal
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
O assunto pode parecer ultrapassado. Afinal, quantos casais você conhece que se preocuparam em avaliar a saúde antes de trocar alianças? O número da procura pode ter diminuído, mas a necessidade da realização dos exames pré-nupciais continua tão atual quanto há anos, segundo especialistas.
Principalmente quando se consideram os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), os quais apontam que, atualmente, entre 10% e 15% dos casais do mundo têm dificuldades para engravidar devido às doenças inflamatórias pélvicas (DIP). Problemas que poderiam ser prevenidos com um bom acompanhamento da saúde do casal.
Para o ginecologista e obstetra de Londrina, Alexandre Moreira Fernandes, apesar da diminuição do número de casais, é importante realizar exames pré-nupciais. ''Isso porque essa série de exames permite uma avaliação geral da saúde do dois, com o levantamento do histórico da saúde da família e das doenças mais comuns naqueles familiares. Assim, a gente pode planejar com segurança uma futura gravidez'', afirma.
O médico orienta que os exames sejam realizados com cerca de dois meses de antecedência. Eles podem ser solicitados ao casal pelo próprio ginecologista de confiança da noiva, já que a série de exames é tão importante para o homem quanto para a mulher.
O médico destaca que a investigação é essencial não só para diagnosticar doenças infecciosas sexualmente transmissíveis, como hepatite B e C, sífilis, Aids, como também outras doenças, como toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus, que podem ser prejudiciais se contraídas durante a gestação para o bebê.
''Além, é claro, de permitir a detecção de incompatibilidade sanguínea, diabetes, anemia, colesterol e dosagens hormonais, com o intuito de avaliar a função ovariana e a ovulação'', completa o profissional.
Ainda de acordo com Fernandes, apesar de muitos casais já terem uma vida sexual ativa antes do casamento, a conversa com o médico pode auxiliar na escolha do melhor método anticonceptivo. ''Ele poderá auxiliá-los nesse processo de discussão do planejamento familiar, apontando os métodos existentes hoje e auxiliando-os na escolha do que melhor se adequa ao casal'', ressalta.
No caso de mulheres virgens, o médico explica que a consulta pode ser importante para tirar dúvidas sobre a relação sexual. Com relação às mulheres com mais de 35 anos, Fernandes informa que podem ser solicitados testes específicos de fertilidade. Isso porque após essa idade a fertilidade diminui. Esses testes também podem ser realizados por mulheres que já tem histórico de infertilidade na família, devido à endometriose.
De modo geral, os exames solicitados à mulher são o papanicolau, que deverá ser realizado nas pacientes que não são virgens, além de uma ultrassonografia transvaginal, para a prevenção do câncer de colo do útero. Para as mulheres que ainda não tiveram relação sexual, pode ser realizada a ultrassonografia pélvica por via abdominal.
''Esse exame é capaz de avaliar o útero e os ovários, mostrando informações sobre possíveis cistos nos ovários ou miomas que podem atrapalhar uma futura gravidez'', diz o médico, salientando que as pacientes virgens devem, depois de iniciada a vida sexual, retornar ao ginecologista para realizar o exame Papanicolau.
No caso do homem, os exames de sangue são os mesmos da mulher, acrescidos de um espermograma. Esse exame é muito importante, já que é por meio dele que é possível saber se o homem é fértil ou não.


